Arte & Lazer, Teatro

Após um ano e meio, palco do Teatro Clara Nunes em Diadema volta a receber um espetáculo

Apresentação criada por Clébio Oliveira e levada ao palco pela Cia de Danças de Diadema serviu de espécie de teste para o equipamento que recentemente recebeu melhorias estruturais. Foto: Divulgação
Apresentação criada por Clébio Oliveira e levada ao palco pela Cia de Danças de Diadema serviu de espécie de teste para o equipamento que recentemente recebeu melhorias estruturais. Foto: Divulgação

Um palco vazio, com as cortinas fechadas e a ausência completa de público tornou-se uma das muitas imagens de desesperança surgidas durante a pandemia. Porém, se a arte imita a vida, a história mais uma vez mostra que sempre haverá redenção mesmo em momentos de extrema dificuldade.

Em Diadema, nada ilustra tão bem essa reviravolta quanto o Teatro Clara Nunes. Fechado por quase um ano e meio, o imponente equipamento – o mais importante destinado ao fomento da Cultura na cidade – passou todo esse tempo sem qualquer perspectiva de retorno.

Entretanto, tal espera não poderia acabar de maneira melhor. No final do ano passado, o coreógrafo Clébio Oliveira, que vive em Berlim (Alemanha), esteve de passagem pelo Brasil e aproveitou para anunciar a criação de seu mais novo espetáculo: chamado Crocodilo embaixo da Cama, tem como tema a angústia das crianças durante a pandemia. Logo veio o convite para que a Cia de Danças  de Diadema realizasse a montagem.

Porém, uma nova onda do coronavírus fez com que Clébio voltasse à Europa e o espetáculo tivesse de ser concluído totalmente online. A diretora da cia e também coreógrafa Ana Bottosso conta como foi. “Todos os detalhes foram acertados virtualmente. Com tudo certo, começamos a ensaiar e a gravar vozes das crianças da cia para compor o espetáculo”, recorda.

Primeiro teste após reforma

O retorno ao palco mais famoso de Diadema também coincide com a entrega das melhorias realizadas pela atual gestão no equipamento – troca de fiação, readequação da iluminação, inclusão de telão no fundo do palco, ajustes no sistema de som e na acústica entre outras intervenções.

Por volta das 16h, a campainha voltou a tocar pela primeira vez após 18 longos meses. A cortina se abriu e, mesmo que para apenas alguns convidados, a apresentação dos 10 bailarinos da Cia de Danças reacendeu as esperanças de ver o Clara Nunes abarrotado de gente num futuro próximo. “A gente reza para que esta apresentação inicie uma nova fase. Sabemos que a pandemia ainda não acabou, mas agora temos certeza de que, quando acabar, estaremos prontos para receber o público”, comemora Ana.

Bastante emocionado, o secretário de Cultura Deivid Couto também exaltou o retorno das atividades no teatro. “A vacina e o SUS irão nos ajudar a abrir as portas deste palco sagrado ao povo de Diadema. É um momento de esperança, sim, mas também de resistência, sobretudo pelo momento em que estamos vivendo”.

Teatro pertence ao povo
Citado por Ana Bottosso como o grande responsável por fazer a Cia de Danças sair do papel e, agora, pela revitalização do Clara Nunes, o prefeito José de Filippi Júnior acompanhou a apresentação da coreografia com entusiasmo. “Quando construímos o teatro a gente queria que a arte e a cultura desse um novo sentido para a vida dos diademenses. Agora, não é diferente. A nossa parte nós vamos continuar fazendo para que, assim que a pandemia permitir, toda a população possa prestigiar esse lugar tão especial. O Teatro Clara Nunes pertence ao povo de Diadema“, conclui.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*