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Após três anos de queda, faturamento no varejo do ABC cresce 1,5% em 2017

Após três anos de queda, faturamento no varejo do ABC cresce 1,5% em 2017
Segundo a ACSP, varejo da região acumulou perdas de 16,6% entre 2014 e 2016. Foto: Arquivo

O varejo do ABC interrompeu três anos consecutivos de queda e voltou a crescer em 2017. Favorecido pela redução da inflação e dos juros, o faturamento real do setor aumentou 1,5%.

Os dados integram o AC­Varejo, levantamento men­­sal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgado ontem (6) e elaborado com base em informações da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

O resultado refere-se ao varejo ampliado, que inclui concessionárias de veículos e lojas de material para construção. Sem os dois ramos, o avanço foi mais modesto, de 1,1%.

A sequência de desempenhos negativos teve início em 2014, com recuo de 6% nas vendas, e teve prosseguimento no ano seguinte (-7,5%) e em 2016 (-4,1%).

Assim como o ABC, outras 15 regiões administrativas mo­­nitoradas pelo ACVarejo registraram alta nas vendas no ano passado – em apenas duas (Osasco e Presidente Prudente) houve recuo. No Estado de São Paulo como um todo, o avanço foi de 2,5%.

“Houve uma recuperação no varejo impulsionada pelo aumento da renda, pela queda da inflação e por melhores condições de crédito”, disse Ulisses Ruiz de Gamboa, que coordena o ACVarejo.

O economista ressalvou, porém, que o avanço se deu sobre base de comparação mui­to fraca – de 2014 a 2016, as perdas acumuladas no varejo do ABC somaram 16,6%.

“Vai demorar para o varejo recuperar as perdas anteriores, mas é inegável que a crise já passou”, prosseguiu.

No dado do Estado de São Paulo, para o qual há corte por setores, em quase todos houve crescimento nas vendas, com destaque para lojas de departamento, eletrodomésticos e eletrônicos (alta de 14%), lojas de móveis e decorações (10,3%), concessionárias de veículos (8,3%), autopeças e acessórios (7,2%).

A expectativa para 2018 é de novo crescimento moderado nas vendas, em linha com a recuperação do emprego e da renda. Ruiz de Gamboa destacou, no entanto, que as eleições acrescentam uma dose de imprevisibilidade às projeções. “Pode haver algum efeito nas vendas caso o cenário político se torne incerto e reduza a confiança de consumidores e empresários. Porém, em linhas gerais, a expectativa é de alta cada vez mais intensa nos próximos meses”, disse.

A Copa do Mundo também deve impactar negativamente o setor, na medida em que reduz o fluxo de consumidores às lojas nos dias de jogos da seleção. “Podem ocorrer altas em setores específicos, como bares e lojas de eletroeletrônicos, por conta das vendas de TVs”, disse o economista.

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