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Após PT liberar filiados, Marinho diz que ‘45 jamais’

Marinho esteve na Câmara ontem para entregar proposta de Lei Orçamentária Anual  de 2017. Foto: Valmir Franzoi/PSBC

Em visita à Câmara na manhã de ontem (10), o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), afirmou que ainda não definiu posicionamento pessoal sobre a disputa do segundo turno da eleição municipal. Porém, descartou possibilidade de apoio ao candidato Orlando Morando (PSDB). A declaração foi dada uma semana após o diretório municipal do PT anunciar neutralidade e liberar filiados e militantes para manifestações individuais de apoio aos candidatos que avançaram para a segunda etapa do pleito.

“Estou analisando a partir da resolução do partido e à luz dos acontecimentos da cidade, mas uma certeza tenho: 45 jamais. Nessa conjuntura, a cidade tem de refletir muito e não se deixar levar pelo ódio representado pelo candidato do 45”, disse Marinho, em discurso alinhado ao comando local do PT – que, em nota, acusou o PSDB de liderar ataques contra a sigla durante a campanha do primeiro turno.

Em agenda para entrega da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) visando ao próximo exercício ao presidente da Câmara, José Luis Ferrarezi (PT), Marinho também disse que teme gestão “irresponsável” do dinheiro público pelo próximo prefeito. O expediente no Legislativo, que normalmente ocorre às quartas-feiras, foi antecipado para ontem devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida.

“O orçamento está bastante redondo dentro do que está previsto no Orçamento Geral da União (OGU) e é bem pé no chão. Leva em consideração as projeções da economia nacional e, por isso, não há grandes traumas. É um orçamento que me deixará com muita dor no coração se cair na mão de um irresponsável para fazer sua gestão”, disse.

A peça prevê R$ 5,3 bilhões, entre receitas e despesas, para o próximo ano, sendo mais de R$ 1 bilhão para a Saúde, R$ 868 milhões para a educação, R$ 766,5 milhões para mobilidade e R$ 581 milhões para drenagem urbana.

Desempenho

Marinho também criticou a pregação do “ódio” contra PT, que pautou as eleições municipais deste ano e que teria impedido a legenda de prosseguir no comando do Paço, após o representante da sigla, Tarcísio Secoli (PT), ter sido derrotado nas urnas. “Esse ódio acabou sendo um processo de acúmulo conduzido pela grande mídia nacional, contra o partido e contra a política, o que é mais perigoso ainda”, disse. “Estamos em um momento de muita reflexão para as pessoas de bem que desejam um caminho de solidariedade e entendimento. Vejo uma ameaça a esses valores, colocados nessa política da pregação de ódio e da intolerância”, completou.

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