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Após irregularidades, Caixa muda escolha de executivos

BRASÍLIA – Em meio a investigações que resultaram no afastamento de quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal pelo presidente Michel Temer, o banco estatal aprovou ontem (19) novo estatuto para se adequar à Lei das Estatais e endurecer as regras para a escolha de seus dirigentes.
Com as mudanças, o conselho de administração do banco passa a ter o poder de eleger ou demitir vice-presidentes da instituição, o que antes só podia ser feito pelo presidente da República.
Quando nomeados, esses executivos ainda terão de ser aprovados pelo Banco Central e cumprir uma série de requisitos, como ter dez anos de experiência no setor financeiro ou quatro anos como diretores de conselho ou integrantes de comitês de auditorias.
Na última terça-feira, dia em que Temer decidiu pelo afastamento temporário dos vices, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia afirma­do que a aprovação do estatuto, em negociação entre a pasta e a Caixa desde 2017, estava sendo acelerada.
Ainda segundo o ministro, a decisão final sobre os executivos – que foram suspensos por 15 dias por acusações como vazamento de informações privilegiadas e negociação de cargos – virá do conselho de administração, já sob as regras do novo estatuto. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira.
Os vice são suspeitos de esquema que atuava para atender a interesses de políticos e empresários em operações financeiras.
As novas diretrizes são as mesmas seguidas por outras empresas estatais ou de economia mista, como o Banco do Brasil.

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