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Após aumento de impostos, gasolina sobe 7,4% no ABC e tem maior alta em 12 anos

Preço do combustível variou R$ 0,24, em média, depois do anúncio de novas alíquotas de PIS/Cofins. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço da gasolina subiu, em média, 7,44% nos postos do ABC na primeira semana após o aumento de impostos sobre os combustíveis promovido pelo governo do presidente Michel Temer no dia 21 de julho.

Trata-se do maior reajuste em quase 12 anos, segundo pesquisa realizada desde maio de 2004 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pelo Diário Regional.

Até então, em termos porcentuais, o maior aumento observado no ABC havia sido o da semana encerrada em 17 de setembro de 2005, quando a gasolina subiu 11,1%, como reflexo do reajuste de 10% promovido pela Petrobras na semana anterior.

Segundo a ANP, a gasolina foi vendida, em média, por R$ 3,454 o litro nos estabecimentos da região na semana passada, valor quase R$ 0,24 superior ao apurado na pesquisa anterior (R$ 3,215).
Porém, em termos nominais, o reajuste ficou abaixo do previsto pela petrolífera (R$ 0,41). Uma possível explicação para a diferença está no fato de que a ANP coleta os dados sempre no início da semana e, por isso, somente no próximo levantamento será possível verificar a real amplitude do repasse feito pela cadeia do setor, formada também por distribuidores e postos de combustível.

No caso do etanol, o reajuste foi de 7,57%, o que elevou o preço médio do renovável nos postos do ABC para R$ 2,367 o litro, contra R$ 2,20 na semana anterior. A variação é a maior desde a primeira semana de outubro de 2015, quando o combustível subiu 9,83%. Naquela oportunidade, a alta foi motivada pela interrupção, nas semanas anteriores, da colheita de cana de açúcar nos Estados do Centro-Sul do país.

Desta vez, as altas foram provocadas pelo aumento nas alíquotas de PIS/Cofins com a justificativa de reforçar o caixa para evitar o descumprimento da meta fiscal.

Para a gasolina, os impostos dobraram e passaram a R$ 0,41 por litro. Para o diesel, o valor de PIS/Cofins subiu para R$ 0,21 e, no caso do etanol, para R$ 0,32. Na semana passada, porém, a alta da tributação do renovável foi revista para R$ 0,24/litro, a fim de adequar o aumento ao limite legal estabelecido para a incidência de tributos sobre o derivado da cana.

O etanol segue competitivo nos postos do ABC, pois custa o equivalente a 68,5% do valor da gasolina. Até 70%, o renovável é vantajoso para o proprietário de veículos flex. Entre 70,1% e 70,5% o uso é indiferente. A partir de 70,6% a gasolina deve ser o combustível escolhido.

Reajuste

Ontem, a Petrobras anunciou reajuste nas refinarias de 0,8% nos preços da gasolina e de 1,7% nos do diesel, a partir de hoje. É o quinto reajuste seguido desde 26 de julho.

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