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Apoio do PSD dá força para reeleição de Maia na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), obteve nesta segunda-feira (23) um apoio que dá força à sua reeleição no próximo dia 2 e que deve excluir da disputa um dos seus adversários, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF).

O PSD, partido de Rosso, decidiu embarcar na reeleição de Maia. O atual presidente da Câmara recebeu nesta segunda (23) 15 dos 37 deputados do partido para um almoço na residência oficial, em Brasília.

O anúncio oficial de apoio, a ser feito pelo líder da sigla, Marcos Montes (MG), está previsto para hoje (24). Diante deste movimento, a expectativa agora é que Rosso saia da disputa nos próximos dias e anuncie o apoio a outro candidato, Jovair Arantes (PTB-GO).

Ambos integram o chamado “centrão”, grupo de deputados controlado até o meio do ano passado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado pelos pares e hoje preso em Curitiba pela Lava Jato.

A avaliação nos bastidores da Câmara é que a vitória de Maia está cada vez mais consolidada, já que o quarto candidato, André Figueiredo (PDT-CE), tem remotas chances de vencê-lo.

Além do PSD, do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações), Rodrigo Maia já conta com o apoio dos principais partidos da base do presidente Michel Temer, como PMDB, PSDB e DEM.

De oposição ao Planalto, PT e PC do B também já manifestaram intenção de votar a favor de sua reeleição.

Disputa

Rosso, derrotado por Maia na disputa para o mesmo cargo em julho de 2016, quando Eduardo Cunha foi obrigado pela Justiça a deixar o cargo, planeja convocar uma entrevista coletiva nesta quarta (25) para anunciar o futuro de sua candidatura. Os apoiadores Maia apostam que, com a provável saída dele, a eleição pode ser liquidada ainda no primeiro turno.

De acordo com participantes da reunião do PSD com Maia, o acordo para apoiá-lo envolveu um “pacote” que inclui a oferta de um lugar na direção da Casa, mais espaço físico para a liderança do partido na Câmara e a relatoria de comissões sobre temas a serem definidos.

O PSD tem interesse, por exemplo, em comandar a comissão que vai tratar da reforma tributária, uma das principais apostas do governo Temer.

O partido pode entrar ainda na disputa pela indicação para a liderança do governo, responsável pela interlocução entre Planalto e deputados da base governista. Hoje, este posto é ocupado por André Moura (PSC-SE).

Apesar de ainda não estar definido, o PSD deve ficar com a terceira ou a quarta secretaria. O comando de cada uma delas permite indicar 33 pessoas para cargos comissionados na Casa.

A terceira secretaria, hoje com o PSDB, autoriza o reembolso das despesas com passagens aéreas e examina requerimentos de licença e justificativa de faltas. A quarta secretaria, atualmente com o PTB, cuida dos apartamentos funcionais.

De acordo com o líder Marcos Montes, os 15 deputados que participaram do encontro gostaram da conversa. “Tem sintonia [entre a bancada do PSD e Rodrigo Maia], principalmente com as posições de retomada de valores e na linha da governabilidade”, afirmou.

Pessoas próximas a Rosso dizem que pretende cobrar do partido uma explicação sobre o incentivo para que lançasse a candidatura, no fim de 2016, e a mudança de posicionamento atual.

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