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Apesar da crise, Coop planeja investir R$ 56,5 milhões na região este ano

Valle: “Melhoramos a rentabilidade. Agora é a hora de voltar a crescer a receita”. Foto: DivulgaçãoA Coop planeja investir R$ 91,4 milhões na ex­pansão e modernização de sua rede de lojas, dos quais R$ 56,5 milhões serão destinados ao ABC, berço da cooperativa cria­da em 1954 por funcionários da Rhodia.

O valor contempla a abertura de três unidades de distribuição, como a Coop chama seus supermercados, das quais uma em Ribeirão Pires e duas em Sorocaba; a inauguração de cinco drogarias de rua, sendo uma em Sorocaba, outra em São José dos Campos e três ainda em prospecção; e a abertura de posto de combustíveis anexo à unidade Capuava, em Santo André.

O plano de investimentos prevê também a reforma e modernização de cinco unidades, das quais quatro no ABC, e a ampliação no atendimento das drogarias.

Com abertura prevista pa­ra 18 de abril, a unidade de Ribeirão Pires será a segunda no município e marcará a retomada da trajetória de expansão da Coop no ABC. Se­rá a primeira inauguração na região desde outubro de 2010, quando a operação no bairro Itapark, em Mauá, teve início.

A loja terá 100 colabora­dores e será instalada na Rua Santo André, no Centro Alto. Terá 1.450 m² de área de vendas, dos quais 150 m² ocupados por drogaria, além de estacionamento para 55 veículos e oito caixas. O aporte soma R$ 8 milhões.

A despeito dos investimentos, a Coop não passou ilesa à crise e, no ano passado, seu fornecimento (vendas) somou R$ 2,125 bi­­lhões, com crescimento nominal de 7,3% ante 2015, mas recuo de 3,5% quando considerado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para este ano, a projeção é de alta de 8% – o que, dependendo da inflação, pode recolocar a Coop na rota de crescimento após três anos consecutivos de queda real.

O resultado poderia ter si­do pior, não tivesse a cooperativa começado, em 2013, um plano de reestruturação que contemplou enxugamento de des­pesas, modernização das unidades de distribuição e oferta de novos serviços.

“Desde 2013, temos melhorado a rentabilidade do negócio. Agora é a hora de voltar a crescer a receita”, disse ontem (10) o diretor-presidente da Coop, Marcio Francisco do Valle, durante entrevista coletiva concedida após a Assembleia Geral Ordinária na qual apresentou aos cooperados os resultados de 2016.

Para alcançar esse objeti­vo, a estratégia é focar na ex­periência do consumidor e privilegiar o atendimento. “Temos adotado uma série de ações de valorização do cooperado, dando a ele mais do que espera”, disse Valle. No ano passado, por exemplo, a cooperativa lançou o sistema de autocaixas, que permite o pagamento da compra sem depender de operadores. Disponível em três unidades, o serviço será paulatinamente implementado em toda rede.

O diretor-presidente da Coop entende que a economia levará cinco anos para voltar ao patamar de 2013, mas vê sinais de retomada. “A produção começou a se recuperar nas montadoras e, com um dólar estável na casa de R$ 3,20, as exportações de veículos devem crescer.”

Atacarejos

Valle reconheceu que, durante a crise, a Coop perdeu consumidores para ope­ra­ções que trabalham fortemente o preço, como os “atacarejos” e as lojas de vizinhança. No entanto, refutou a possibilidade de sacrificar as margens de lucro para competir com esses formatos. “Não vamos baixar preços para competir com os atacarejos, porque is­so sacrificaria nossas margens. Quem não preserva sua margem fecha a loja”, disse.

“Há um grupo de consumidores que migrou para o atacarejo porque privilegia preço ao atendimento. Esse a gente vai perder”, prosseguiu.

Valle revelou que a Coop contratou consultoria a fim de reformular a estratégia para as drogarias, de forma a oferecer mix mais completo de produtos. No ano passado, a operação cresceu 13,5%.

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