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Ameaçado, Dorival Júnior precisa da vitória em Itu

Ameaçado, Dorival Júnior precisa da vitória em Itu
Dorival orienta Jucilei e Nenê durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda. Foto: Ale Cabral/AGIF/Folhapress

A segunda derrota em clássicos no ano colocou o emprego de Dorival Júnior, técnico do São Paulo, em risco. A primeira prova de fogo pela qual o treinador terá de passar para sobreviver no cargo será hoje (21), contra o Ituano, em Itu.

Caso não vença no estádio Novelli Júnior, a situação de Dorival no comando do Tricolor pode ficar insustentável. O jogo, válido pela sétima rodada do Paulistão, foi adiado devido ao compromisso do time pela segunda fase da Copa do Brasil, na semana passada.

O treinador enfrenta críticas por não conseguir montar um time eficiente. A principal deficiência são as finalizações. Com seis gols marcados, o São Paulo têm um dos piores ataques do Paulista, empatado com a Ponte Preta e à frente de Bragantino, Mirassol e São Caetano, todos com cinco gols.

A equipe tricolor é a 11ª do campeonato em número de chutes a gol, com 83. A média de acertos é de 33,7%.

Os números ajudam a explicar a derrota por 1 a 0 para o Santos, no domingo (18). O São Paulo controlou o jogo no primeiro tempo, mas não teve forças para reagir após o gol de Gabriel, na segunda etapa.

“O treinador não faz gols. Tem obrigação de tentar levar a equipe até a intermediária adversária e fazer um sistema defensivo que lhe dê tranquilidade”, disse Dorival após o clássico, no qual a torcida o xingou de “burro”.

A declaração não pegou bem entre dirigentes, que viram nela tentativa do técnico de transferir a responsabilidade pelo resultado aos atletas.

Apesar dos números ruins no ataque, o time lidera o Grupo C, com dez pontos, e tem uma das melhores defesas do Paulista. Levou cinco gols, como Palmeiras e São Bento.

A situação de Dorival é delicada porque foi no ataque que a diretoria investiu neste ano. O time contratou Diego Souza por R$ 10 milhões para substituir Pratto. Depois vieram os meias Nenê e Valdívia e o atacante Tréllez – este último é reserva e custou R$ 6 milhões.

Dorival admitiu que não foi consultado sobre as contratações de Nenê e Tréllez. “Trabalhávamos com outros nomes, que fazem outras funções, mas os dois são jogadores que vêm para qualificar o grupo”, afirmou o técnico, no final de janeiro.

Dorival ainda tem Cueva no elenco. Para escalar os principais reforços, o treinador se viu obrigado a armar o time no 4-2-3-1, com Nenê e Marcos Guilherme abertos nas laterais, Cueva centralizado e Diego Souza isolado na frente.

A lentidão do ataque irritou a torcida nas últimas rodadas. Por isso, a formação sofrerá alterações em Itu. Cueva deve ficar mais perto da área, o que mudaria o esquema para o 4-4-2. A intenção é aproximar Diego Souza do restante do setor e permitir que seja acionado sem que esteja cercado por marcadores.

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