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Alvo de queixas por cobranças abusivas, Enel diz que ainda não foi notificada pela Câmara de São Bernardo

A Câmara de São Bernardo aprovou esta semana requerimento que determina a convocação de representantes da Enel, responsável pelo serviço de distribuição de energia no ABC, para prestar esclarecimentos sobre aumento abusivo do serviço nos últimos meses, em meio à pandemia do novo coronavírus.

A empresa é alvo de reclamações por parte dos consumidores devido ao aumento das contas de energia nos últimos meses e a problemas para atendimento, apesar de a empresa disponibilizar aplicativo para facilitar a interação com os clientes.
Em nota, a Enel informou nesta sexta-feira (19) que ain­da não recebeu a notificação da Câmara. A empresa esclareceu ainda que, “neste mês retomou gradualmente a leitura dos medidores, em linha com a flexibilização das medidas de isolamento anunciadas pelo Governo do Estado.

“Desde o final de março, muitos clientes tiveram a conta de energia faturada pela média do consumo dos últimos 12 meses ou por meio da autoleitura. A medida foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em função do avanço da Covid-19 e para contribuir com o isolamento social. Para saber como foi faturado, o cliente pode checar na conta de energia, no campo “Dados de Medição”. Se na linha de “Leitura” aparecer a informação “Não executada”, o cliente foi faturado pela média naquele mês. A diferença, a mais ou a menos, entre o valor da conta faturada pela média e o real consumo de energia no período será compensada automaticamente, quan­do a leitura for efetuada pela distribuidora ou caso o cliente tenha realizado a autoleitura”, afirma a empresa na nota.

n ALTA NA CONTA

A moradora de Diadema Celina Almeida tem enfrentado problemas com a distribuidora desde que a leitura deixou de ser feita. Celina, que está desempregada há cerca de seis meses, viu sua conta passar da média de R$ 100 para R$ 480 em maio.
“Apesar de eu ter tentado fazer a autoleitura por meio do aplicativo, o que não consegui, mesmo sendo referente a abril e maio a conta quadruplicou. Disseram que eu não paguei as contas anteriores, o que não é verdade. Além disso, me acusaram de religar a energia, sendo que ela nem foi cortada. Vieram aqui, sem dizer para o quê, quebraram todos os lacres e depois disseram que eu pedi a religação e me cobraram por isso. É um absurdo”, afirmou.

Por meio de nota, a empresa informou que “sobre o caso específico do cliente, a unidade consumidora estava suspensa por falta de pagamento e a ligação ocorreu à revelia (auto religação). No mês de abril, o cliente solicitou a religação, mas como o local estava fechado, não foi possível a execução do serviço. Devido à situação de calamidade pública em virtude da pandemia de coronavírus, as diferenças no consumo foram faturadas no mês de maio, quando o cliente efetuou a autoleitura”.

“Fui acusada de fraude. A Enel nunca cortou os serviços em casa. Nunca houve uma solicitação de religação em abril. Devido à pandemia em que o país se encontra, não saio de casa tem três meses. Impossível um corte e religação sem sucesso devido casa estar fechada. Sempre estive em casa. A autoleitura não teve resultado, pois a conta não chegou, o que acarretou em um acúmulo de duas contas a serem pagas juntas. Essa conta referente ae abril e maio efetuei o pagamento mesmo sem condições ne­nhuma. Temo novamente sofrer um golpe por parte da Enel”, afirmou a diademense.

Em levantamento junto ao site Reclame Aqui nesta sexta-feira (19), em apenas uma hora foram postadas 22 re­clamações sobre contas com preços abusivos e pro­blemas de atendimento por parte da Enel.

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