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Alvo de ação da PF, advogado de Lula acusa Lava Jato de ‘retaliação’

O advogado Cristiano Zanin acusou a força-tarefa da Operação Lava Jato de retaliação contra ele, após a Polícia Federal deflagrar na manhã desta quarta-feira (9) a “Operação E$quema S”. A ação investiga possíveis desvios, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 mi­lhões das seções do Rio de Janeiro do Sesc, Senac e Fecomércio a escritórios de advocacia.

“Era óbvio que a Lava Jato iria promover alguma retaliação contra mim. Afinal, nos últimos anos atuei incessantemente para desmascarar seus abusos. A invasão da minha casa e do meu escritório será por mim denunciada em todos os foros para que os responsáveis sejam punidos”, afirmou, pelo Twitter, Zanin, conhecido por advogar para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato.

Zanin esteve entre os 50 alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pela PF nesta quarta. De acordo com o Ministério Público, Sesc, Senac e Fecomércio fluminenses te­riam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia, em esquema que teria sido liderado por Zanin, entre ou­tros denunciados.

“Na guerra jurídica travada entre duas entidades privadas, a Fecomercio/RJ e a CNC, temos 12.474 horas de atuação, cerca de 1.400 petições e 77 profissionais envolvidos apenas no nosso escritório, tudo lançado em sistema auditado”, publicou Zanin.

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