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Alimento cai, e IPCA encosta no centro da meta

A queda no preço dos alimentos levou a inflação de fevereiro ao menor patamar para o mês desde 2000. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,33% no mês passado, segundo dados divulgados ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a taxa foi de 4,76%, a mais baixa desde setembro de 2010 e perto do centro da meta, de 4,5%. Foi a primeira vez que o índice ficou abaixo de 5% desde junho de 2012.

Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a tendência é de novas reduções da inflação.

O recuo nos preços tem levado o Comitê de Política Monetária (Copom) a reduzir a taxa básica de juros. Na mais recente reunião, o corte na Selic foi de 0,75 ponto porcentual, para 12,25% ao ano.

Em fevereiro, apesar dos aumentos das mensalidades escolares, os alimentos tiveram forte impacto na queda da inflação, que foi menor do que em janeiro (0,38%) e em fevereiro de 2016 (0,90%).

“Os alimentos têm impacto forte no orçamento das famílias e a safra mais favorável favoreceu a oferta de produtos”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

O grupo registrou deflação de 0,45%, o menor resultado desde julho de 2010. Ao considerar apenas os meses de fevereiro, foi a queda mais intensa desde o início do Plano Real, em 1994.

A deflação dos alimentos no mês passado foi puxada por itens como feijão carioca (-14,2%), feijão preto (-9,2%) e batata inglesa (-5,1%).

O IBGE captou redução nos preços de alimentos para consumo em casa em todas as regiões pesquisadas. Na média, o custo para alimentação em casa caiu 0,75%.

Também houve forte recuo no preço das passagens aéreas, de 12,29% em fevereiro, segurando a inflação do setor de transporte. Combustíveis ficaram 0,25% mais baratos.

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