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Akinfeev supera traumas e vira herói até para rivais

Akinfeev supera traumas e vira herói até para rivais
Akinfeev defendeu dois pênaltis na partida contra a Espanha, que garantiu a vaga nas quartas. Foto: Divulgação/RFS

Igor Akinfeev, 32 anos, é um jogador frio e de poucas palavras. Após ser eleito o melhor em campo contra a Espanha, pegando dois pênaltis na classificação para as quartas de final, disse duas frases e foi para o exame antidoping.

Em entrevista coletiva concedida na terça-feira (3), deu respostas curtas e não esteve à frente da câmera por mais de cinco minutos. Em seu clube, o CSKA Moscou, praticamente nunca fala após os jogos. Sequer se dá ao trabalho de passar pela zona mista.

Essa frieza talvez seja a maior fortaleza do experiente goleiro. Em 2014, Akinfeev levou um frango na primeira rodada da Copa em empate por 1 a 1 com a Coreia do Sul e foi muito criticado. Voltou para casa dois jogos depois como vi­lão da eliminação precoce.

No ano passado, uma nova falha em derrota para o México por 2 a 1 custou a vaga na semifinal da Copa das Confederações. Mais uma vez uma chuva de críticas e a pergunta se o goleiro deveria seguir como titular da equipe, posto que ocupa desde 2005.

Nesta Copa, o arqueiro tem dado a resposta em campo, com boas atuações. A mais destacada, claro, foi a contra os espanhóis, quando fez nove defesas, segundo estatística da Fifa, e foi o destaque nos pênaltis.

O status de herói russo rendeu música nos estádios e nas ruas, memes, homenagens e até posts em redes sociais de torcedores do Spartak Moscou, maior rival do CSKA na atualidade e que, em geral, desprezam o goleiro.

A frieza dele, no entanto, se mantém até na hora de comentar o feito histórico contra a Espanha. “Fizemos a festa a noite toda, mas já é história. Temos de escrever uma nova história”, disse Akinfeev, já prevendo o jogo de sábado, contra a Croácia.

 

Estrelas correm risco de suspensão nas semifinais

A fase de quartas de final marca a última etapa da Copa do Mundo  antes de os cartões serem zerados pela Fifa. Portanto, quem possui um amarelo e receber nova advertência fica fora de eventual semifinal. Ao todo, 32 atletas entre as oito seleções classificadas estão sob risco de não passar pelo filtro antes da absolvição prevista pelo regulamento.

Entre os pendurados há estrelas do nível de Pogba (França), De Bruyne (Bélgica), Neymar (Brasil) e Rakitic (Croácia) e jogadores importantes como Golovin (Rússia), Mandzukic (Croácia), Henderson (Ingla­terra) e Claesson (Suécia).

Para esta etapa, França (Matuidi), Brasil (Casemiro) e Suécia (Lustig) terão atletas suspensos.

 

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