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Acusações em fase de investigação não podem parar o país, diz Temer

Para impor pauta positiva, Temer anunciou R$ 3 bilhões para renovação da frota nacional de ônibus. Foto: Marcos Corrêa/PR

Citado 43 vezes no acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, o presidente Michel Temer afirmou ontem (13) que não permitirá que acusações ainda em fase de investigação paralisem o país. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o peemedebista defendeu que o conteúdo de delações “venha à luz” e que medidas econômicas não podem aguardar o desfecho de um “longo processo”.

“Estamos na primeira fase da chamada acusação. Então, há um longo processo e não podemos deixar que isso paralise o país. Não permitiremos que isso aconteça e o país não ficará paralisado”, afirmou.

Mencionado 105 vezes no relato de Melo Filho, o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que nem a gestão de Temer nem o PMDB, partido do presidente, temem delações. Apontado como o “homem de frente” das negociações da empreiteira no Congresso, Jucá disse que não é possível que se duvide da classe política e do governo e que as “suspeições irresponsáveis” geram um “terremoto” na credibilidade do governo.

“Não dá para se ficar duvidando da classe política, do governo, o tempo todo se levantando suspeições irresponsáveis de inverdades que são colocadas, que não são provadas e que geram um grande terremoto na credibilidade do governo”, disse Jucá após sessão do Senado em que o governo conseguiu aprovar a PEC do teto de gastos.

Questionado se se haveria algum pedido de anulação da delação de Melo Filho, Jucá disse esperar que a lei fosse cumprida. “Não é a classe política que anula delação. O que anula delação é a lei. Vamos esperar que se cumpra a lei e verificar que tipo de descumprimento está sendo feito”, disse Jucá.

Além do presidente e de Jucá, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi mencionado 45 vezes e Moreira Franco, secretário de Parceria e Investimentos, 34.

Pauta positiva

Na tentativa de impor uma pauta positiva diante do agravamento da crise política, o presidente anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para a renovação da frota nacional de ônibus. A meta é que os recursos disponibilizados por meio do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) permitam a renovação de 10% dos veículos utilizados para transporte público.

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