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ACE Diadema lamenta decisão da Justiça que barrou flexibilização do comércio

ACE Diadema lamenta decisão da Justiça que barrou flexibilização do comércio
Malheiro: “Trata-se de decisão claramente política. Infelizmen­te cabe a nós, comercia­n­­tes de Diadema, obedecer a decisão com muita dor”. Foto: Divulgação

O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) Diadema, José Roberto Malhei­ro, lamentou a deci­são da Justiça de Diadema de suspender os efeitos de decreto editado pelo prefeito Lauro Michels (PV) que permitia o funcionamento de estabele­cimentos não essenciais em meio à quarentena determinada pelo governo do Estado.

“Trata-se de uma decisão claramente política. Infelizmen­te cabe a nós, comercia­n­­tes de Diadema, obedecer a decisão com muita dor”, afirmou Ma­lheiro. Segundo o presiden­te da ACE Diadema, o muni­cí­pio abriga 2 mil estabelecimentos de comércio e serviços.

Segundo o decreto, po­de­­­­riam reabrir consul­tó­rios, escritórios de contabilidade e advocacia, imobiliárias, lavanderias, lava-rápidos e estacionamentos, além de salões de beleza e clínicas de estética, entre outros.

A prefeitura argumenta que esses estabelecimentos têm bai­xo impacto em termos de con­tágio, devido à inexistência de concentração de pessoas. Agora, as atividades terão de esperar até 11 de maio – quando, acredita-se, o governo João Doria (PSDB) deve flexibilizar as medidas de isolamento social e fechamento do comércio não essencial no Estado.

Ma­lheiro lamentou que boa parte do comércio da cidade tenha de manter as portas abaixadas até o próximo dia 10, quando será festejado o Dia das Mães. A data comemo­rativa é a mais importante do varejo brasileiro no primeiro semestre e a segunda em faturamento no ano, atrás apenas do Natal.

“No cenário de estabelecimentos fechados há um mês, poder abrir antes do Dia das Mães daria grande alívio ao comércio, mas tudo leva a crer que será uma data praticamente morta. Temos ince­ntivado o comércio de rua a operar no deli­very e sabemos que o comércio eletrônico é uma tendência, mas são poucos os pequenos estabelecimentos com presença na internet”, afirmou.

ABUTRES

Ma­lheiro lamentou ainda que alguns proprietários de imóveis comerciais tenham imposto aos empresários rea­juste no aluguel comercial justamente durante a pandemia. “Infelizmente são abutres. O estabelecimento está fechado, o empresário não tem dinhei­ro para pagar salários, nem pa­ra levar para casa. Como é que vai pagar o aluguel, ainda mais com reajuste de 10%, 20%?”, questionou o dirigente.

Na semana passada, o pre­sidente da ACE Diadema participou de videoconfe­rên­cia realizada pelo Consórcio Intermunicipal ABC com re­presen­tantes de mais de 30 entida­des, entre associações co­mer­ciais e sindicatos patronais, na qual defendeu a reabertura do comércio.

“Defendemos a reabertura responsável do comércio, com distanciamento, uso de máscaras pelos funcionários e o fornecimento de álcool gel para os clientes”, defendeu Malheiro.

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