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ABC registra menor taxa de ocupação de leitos de UTI em dois meses

Seguindo a tendência do Estado de São Paulo, o ABC registrou sua menor taxa de ocupação de leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) para tratar a covid-19 desde 22 de fevereiro. Segundo nota divulgada pelo Consórcio ABC, ocupação de leitos na região atingiu 71,4% na quinta-feira (22), ante 71,5% dois meses atrás.

Na Região Metropolitana de São Paulo, a taxa de ocupação chegou a 79,4% na quinta-feira. Já o índice de leitos UTI por 100 mil habitantes atingiu 47,0 nos sete municípios, superior ao da Grande São Paulo, de 36,4. Os dados são da Fundação Seade.

O presidente do Consórcio Intermunicipal ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, disse que o resultado vem após uma série de medidas restritivas colocadas em prática pelas prefeituras para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

“A queda na taxa de ocupação de leitos de UTI reflete a redução da circulação de pessoas nas ruas e no transporte público, o que foi possível graças a iniciativas para a proteção da vida da população como o lockdown noturno e a antecipação de feriados. Agora, em um momento em que estamos avançando gradativamente na reabertura da economia, todos precisam continuar tomando todos os cuidados, seguindo as medidas de higiene e sempre com o uso correto de máscaras”, afirmou Serra.

ESTADO

O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (23) queda 4,5% no número de internações e de 23,6% no de mortes por covid-19 no Estado, após oito semanas consecutivas com indicadores em ascensão. Atualmente, a média diária das mortes em decorrência de casos graves da COVID-19 é de 621 nesta semana epidemiológica, contra 813 no período anterior.

“Pela primeira vez após dois meses de alta, o estado de São Paulo apresenta uma queda de 23% no número de óbitos. É a primeira vez que os indicadores de casos, internações e óbitos estão em queda neste período. Graças ao avanço da vacinação, às medidas restritivas do Plano SP e ao apoio da população, o nosso estado está colhendo resultados desse esforço coletivo”, destacou o vice-Governador e secretário de Governo Rodrigo Garcia.

Desde meados de fevereiro, o número de mortes apontava crescimento semanal, com médias que saltavam em mais de cem óbitos a cada nova semana. Patamares abaixo dessa média começaram a ser constatados a partir da segunda quinzena de março, simultaneamente ao período de vigência da Fase Emergencial do Plano São Paulo.

A média de casos também caiu desde a última semana, em 14,3%, passando de de 14.921 para 12.784 infectados. O auge de casos foi verificado três semanas atrás, com 16.453 casos na semana epidemiológica verificada entre os dias 4 e 10 de abril.

Já as internações tiveram declínio de 4,5%, baixando de 2.411 para 2.303 nestas duas últimas semanas. Neste caso, a tendência de queda é sustentada desde a última semana de março, que chegou a atingir 3.381 hospitalizações por covid.

“Esses dados nos trazem alento, esperança e reforçam que as medidas tomadas pelo Plano São Paulo, fazendo o faseamento vermelho, passando para uma fase mais restritiva – a Fase Emergencial – e agora a Fase de Transição mostram a responsabilidade que o Governo do Estado tem com a saúde e a proteção da vida, assim como a vacinação que vem acontecendo de forma progressiva”, reforçou o Secretário de Saúde Jean Gorinchteyn.

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