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ABC perdeu 94 mil empregos industriais desde 2012, revela Dieese

ABC perdeu 94 mil empregos industriais desde 2012, revela Dieese
Setor metalúrgico perdeu 44% das vagas desde 2012. Foto: Arquivo

Levantamento realiza­do pe­­la subseção do De­parta­mento Intersindical de Esta­tística e Es­tudos Socioeco­nô­micos (Die­­ese) do Sindicato dos Meta­lúrgicos do ABC revela que, de 1º de janeiro de 2012 a agosto deste ano, o parque fabril da região perdeu 94,3 mil pos­tos de trabalho formais, o que significa redução de 35,6% no total de empregos com carteira assinada no setor.

Segundo o estudo, o esto­que de trabalhadores na indústria nos sete municípios caiu no período de 264,8 mil para 170,5 mil. Na prática, de cada três postos de trabalho fabris, um foi extinto.

No início de 2012, a indústria empregava 32,7% dos trabalhadores com carteira as­sinada da região. Porém, em agosto, a participação do setor ficou em 23,9%.

Apenas no setor metalúrgico foram perdidos 44% dos empregos no período.

O estudo avalia que a queda na produção industrial na região é reflexo dos “resultados nacionais, com o agravante de que o Estado de São Paulo não promoveu o impulsionamento das áreas industriais tradicionais”.

Para o diretor executivo do sindicato e vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, a perda de empregos fabris na região é reflexo direto da desindustriali­zação do país. “O Brasil está sofrendo com o desmonte da indústria, e a gente (ABC) é impactado de forma mais ace­lerada do que outros lugares. O sindicato tem discutido as alternativas da região para conter es­se desmonte. Temos feito discussões sobre zonea­men­to territorial, atração de novos investimentos, salto tec­no­lógico, além dos pro­ble­mas de cada empresa”, afirmou.

O estudo aponta ainda que, de janeiro a agosto deste ano, com a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19, 30,9 mil postos foram fechados no ABC, dos quais 28% na indústria.

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