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ABC ganhará dois centros para captação de voluntários em testes da vacina contra a covid

Ao lado de Doria, Maia pregou diálogo com o governo federal para avançar no desenvolvimento de vacinas. Foto: Governo do Estado de SP
Ao lado de Doria, Maia pregou diálogo com o governo federal para avançar no desenvolvimento de vacinas. Foto: Governo do Estado de SP

O governador João Doria anunciou nesta sexta-feira (23) a criação de seis novos centros de pesquisa para testagem e desenvolvimento da CoronaVac, sendo dois no ABC, que já conta com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) como local de testagem. A coletiva desta sexta-feira contou com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em nota, a USCS afirmou que “se trata da criação de dois centros colaboradores do Centro de Pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), onde ocorre a testagem da vacina CoronaVac”.

Segundo a universidade, os centros colaboradores funcionarão como postos avançados de recrutamento para estimular e agilizar a inclusão de novos voluntários do Centro de Pesquisa da USCS, com o objetivo de aumentar o número de participantes, para que se atinja mais rapidamente os 13 mil voluntários necessários para a pesquisa. os locais onde serão implementados os centros do ABC não foram divulgados.

Para determinar a eficácia da CoronaVac, vacina desenvolvida por meio de parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan em fase final de testes, é preciso que ao menos 61 volun­tários sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de covid-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, poderá ser submetido à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registro e poste­rior uso em campanhas de imunização contra o vírus.

“Com a abertura desses centros, vamos ganhar velocidade para que essa demonstração da eficácia possa aparecer o mais rapidamente possível. Esperamos que isso aconteça em novembro ou meados de dezembro”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

“A vacina, que é o tema do momento, é a proteção à vida e um direito de todos os brasileiros. No caso da pandemia, a vacina é o único caminho para a retomada total da economia, do ensino presencial, de eventos de grande público, do turismo e da volta à normalidade”, afirmou Doria.

COBRANÇA

Durante a coletiva, Doria voltou a cobrar imparcialidade do governo federal para a aquisição de doses da CoronaVac e reforçou a importância da avaliação técnica da Anvisa. “No momento que temos uma agência de regulação sanitária rompendo seu compromisso com a ciência, com a vida e com sua independência, isso pode representar o caos para um país vivendo uma pandemia como o Brasil”, afirmou.

Por sua vez, Maia destacou o diálogo com governo federal para avançar no desenvolvimento de vacinas. “Tenho certeza que o presidente da República vai ouvir os nossos apelos e não vamos precisar de outro caminho que não seja o bom diálogo, que ele tem tido com o Parlamento nos últimos meses. Os brasileiros precisam ter o direito a essa ou a qualquer outra vacina que esteja pronta.”

Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao suspender o acordo de compra da vacina CoronaVac firmado na terça-feira, em reu­nião com governadores.

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