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ABC fecha 4.185 vagas no primeiro semestre, mas ritmo de cortes cai 75%

Comércio fechou 1.146 postos de trabalho no primeiro semestre. Foto: ArquivoO mercado de trabalho do ABC interrompeu se­quên­cia de dois meses de aumento no nível de ocupação e voltou a eliminar vagas com carteira assinada em junho, sinalizando que os dados do emprego de­vem manter trajetória er­rática ao longo deste ano.

Entre admissões e demissões, as empresas da região eliminaram 793 postos de trabalho em junho. Apesar de ser negativo, o saldo apurado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é o “menos ruim” pa­ra o mês desde 2013.

No primeiro semestre, os sete municípios fecharam 4.185 vagas formais, também o resultado “menos ruim” para o período desde os 6.302 empregos criados na metade inicial de 2013. Desde então, os saldos do período foram negativos em 2014 (-2.909), 2015 (-18.171) e no ano passado (-17.085).

Assim, a região fechou, em média, 23 postos por dia no primeiro semestre deste ano, contra 94 no mesmo período de 2016 (-75%).

No país, o Caged apontou a criação de 9.821 empregos com carteira em junho, terceiro resultado mensal consecutivo. No acumulado do primeiro semestre, o número de vagas abertas chega a 67.358.

O resultado, porém, foi im­pulsionado pela agricultura, que gerou 117 mil vagas nos primeiros seis meses do ano, ajudando a compensar o mau desempenho de setores como comércio, indústria e construção civil.
Sem a ajuda da agricultura, o ABC depende do desempenho desses setores, que cus­tam a deixar a recessão.

No primeiro semestre, a queda na ocupação no ABC foi generalizada nas quatro principais atividades econômicas, mas o saldo foi pior na indústria (-2.694) e no comércio (-1.146).

Desde janeiro de 2012, o parque fabril do ABC fechou quase 67 mil postos de trabalho, sob a influência, principalmente, da crise na cadeia automotiva. Apesar da recente recuperação na produção, decorrente do au­mento das exportações, as montadoras operam com oci­osidade na casa de 50%.

“A agropecuária saiu na frente e criou, sozinha, mais de 36 mil vagas (em junho). Outros setores aguardam a queda dos juros e a implementação das novas leis trabalhistas para contratar nos próximos meses”, disse o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

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