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ABC criou 5.216 vagas com carteira assinada em maio

ABC criou 5.216 vagas com carteira assinada em maio
Desde março de 2020, quando teve início a pandemia, o ABC ainda acumula saldo negativo de 1.270 postos extintos. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O mercado de trabalho com carteira assinada do ABC acelerou a geração de vagas em maio, em um contexto de flexibi­lização das medidas de isolamen­to social promovida pelo governo do Estado, no âmbito do Plano São Paulo.

Em maio, o saldo entre con­tratações e demissões ficou po­sitivo nos sete municípios em 5.216 car­teiras de trabalho assinada­s, segundo da­­dos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (26), pe­­lo Ministério da Economia. Trata-se do melhor resultado desde fevereiro (6.200).

Em abril foram gerados 1.200 empregos (dado corrigido) na região. Na primeira metade daquele mês vigoraram as medidas de restrição à atividade econômica, adotadas para reduzir a mobilidade, diminuir a disseminação do vírus e aliviar a pressão sobre hospitais.

Em maio do ano passado, em meio à primeira onda da pandemia de covid-19 no país, houve fechamento de 8.656 vagas formais. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2021, o saldo do Caged é positivo em 14.558 vagas. No mesmo período do ano passado, houve destruição líquida de 30.356 postos formais.

No corte por setores, os ser­viços deram a principal contribuição para o resultado, ao criar 2.825 empregos em maio. O comércio abriu 1.382 vagas em maio, enquanto houve saldo positivo de 620 contratações na indústria de transformação.

Na construção civil foram criadas 392 vagas no mês.

“Estamos em um processo de recuperação ciclíca, vindo de uma base muito deprimida (de 2020). Alguns setores, como a indústria e a construção civil, sinalizam alguma recuperação, mas outros, como os serviços, ainda caminham de forma muito lenta, principalmente em atividades como a de bares e restaurantes”, comentou o economista Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração  do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

“Porém, essa recuperação não deve gerar grandes consequências, uma vez que os dados da Pnad apontam contingente de desempregados próximo de 15 milhões de pessoas no país, o que é um número bastante elevado”, continua Balistiero, referindo-se à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada na última quarta-feira pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

DÉFICIT

Apesar da retomada na geração de empregos formais iniciada em agosto do ano passado, os sete muni­cípios ainda não conseguiram “zerar” os postos de trabalho fechados na primeira onda da pandemia. Desde março de 2020, quando teve início a crise sanitária, o ABC ainda acumula saldo negativo de 1.270 postos extintos.

“O ABC deve retomar (o nível pré-crise) nos próximos meses, mas é um patamar medíocre. É como andar de lado”, ponderou o economista.

 

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