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ABC cria 6,3 mil empregos em outubro, melhor resultado para o mês desde 2004

ABC cria 6,3 mil empregos em outubro, melhor resultado para o mês desde 2004

Atualizado às 0h30

Depois de ser atingido fortemente nos cinco primeiros meses da pandemia de covid-19, o mercado de trabalho com carteira assinada do ABC registrou em outubro a abertura de 6.296 vagas, como resultado de 27.147 admissões e 20.851 desligamentos, segundo dados divulgados na última quinta-feira (26) pe­lo Ministério da Economia.

Trata-se do melhor resultado para o mês desde 2004, quando começou a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Entre agosto e outubro, o Caged registrou a abertura de 13.821 vagas nos sete mu­­nicípios, o que recompõe 37,1% dos 37.248 em­­­pregos perdidos para a pandemia de março, quando o no­vo coronavírus co­meçou a se es­palhar pelo Brasil, a julho (veja gráfico ao lado).

No acumulado do ano até outubro, o saldo é negativo em 20.007 postos de trabalho extintos, pior resultado para o período desde 2015 (-27.112). Com o resultado positi­vo do mês passado, agora está em 689.572 empregos o esto­que existente no ABC, com queda de 3,3% ante o apurado em 1º de março (712.999).

SETORES

No corte por atividades eco­nômicas, o saldo de outubro re­fletiu o desempenho fa­vo­rável nos quatro principais setores, com des­taque para os serviços, que ge­raram 3.210 postos de trabalho. O resultado foi puxado pelo segmento de locação de mão de obra temporária, com a abertura de 1.510 vagas, seguido pelo de teleatendimento (293).

O comércio criou 1.758 em­pregos, dos quais 1.347 no varejo, 315 no atacado e 96 no comércio e reparação de veículos.
A indústria gerou 1.095 ocu­pações em outubro. O saldo re­fletiu o desempenho fa­vo­rável nos segmentos de produtos de metal (234), produtos de borracha e plástico (172) e máquinas e equipamentos (139), enquanto o de veículos automotores e autopeças fechou 113 vagas.
Entre as indústrias que re­forçaram a mão de obra está a Mazurky, fabricante de emba­lagens localizada em São Bernardo, que contratou 15 tra­ba­lhadores temporários pa­­ra a produção, a fim de res­­pon­der ao aumento da de­man­da, que a empresa atribuiu às encomendas do varejo para Black Friday e Natal.

“Passamos por um período delicado na produção, com a interrupção de diversas atividades industriais devido à pandemia. Agora, o crescimento vem a passos largos desde agosto”, revelou o diretor da empresa, Eduardo Mazurkyewistz.

Por fim, a construção criou 354 vagas em outubro. O presidente do Sindicato da Cons­trução Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Odair Sen­­ra, afirmou em nota que, em­bora a economia esteja dan­do sinais de recuperação, a ma­nutenção sustentável do cres­cimento depende da adoção de medidas que sinalizem caminho para o equilíbrio fiscal. “Essa agenda precisa incluir redução de gastos do governo, reforma administrativa e novas privatizações, o que atrairá novos investimentos.”

O setor, aliás, é o único entre os quatro principais que registra saldo po­sitivo entre contratações e demissões no acumulado do ano (150) no ABC – indústria, comércio e serviços somam 8.770, 6.849 e 8.825 vagas fe­chadas, respectivamente.

No corte geográfico, seis dos sete municípios geraram empre­gos em outubro, com destaque para São Bernardo (2.360). “Ti­­vemos saldo positivo pelo ter­ceiro mês seguido. Ain­da temos longo caminho pela fren­te para recuperar o período da pande­mia, mas o indicador mostra que vol­tamos a ser um polo gera­dor de oportunidades”, comentou o prefeito Orlando Morando (PSDB).

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