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ABC cria 371 vagas em janeiro e tem melhor resultado para o mês em oito anos

ABC cria 371 vagas em janeiro e tem melhor resultado em oito anos
Mercado de trabalho do ABC voltou a contratar em janeiro. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Em um mês historicamente fraco para o mercado de trabalho, o ABC criou 371 vagas com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Economia. Em dezembro foram fechadas 4.851 vagas.

Apesar de o resultado ser pouco expressivo, é a primeira vez que o saldo líquido entre contratações e demissões é positivo em janeiro desde 2011. Os desligamentos superaram as admissões na região nos sete anos seguintes – em 2018, por exemplo, foram fechados 391 postos de trabalho.

No ano passado, os sete municípios registraram o primeiro saldo positivo desde 2013. Foram criadas 8.953 vagas formais, resultado alinhado com o frágil crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, conforme divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A sazonalidade típica de janeiro refletiu-se no de­­­sempenho do comércio, com o fechamento de 1.764 postos de trabalho, devido à demissão de temporários contratados antes do Natal; e da construção civil, com a extinção de 21 empregos, em função da parali­sação de obras na construção civil devido às chu­vas.

No sentido contrário, os serviços criaram 1.141 empregos e a indústria, 1.045, o que mais do que compensou as demissões efetuadas no comércio e na construção.

Nos serviços, a alta na ocupação foi puxada pelo subsetor de ensino, que gerou 540 empregos. Trata-se também de movimento sazonal, decorrente do início do ano letivo. Outro ramo de destaque foi o de comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos, responsável pela abertura de 425 vagas.

A indústria, por sua vez, registrou o melhor resultado desde janeiro do ano passado, quando foram gerados 1.136 postos de trabalho. A ocupação aumentou em 11 dos 12 ramos fabris analisados, com destaque para a cadeia automotiva (montadoras e autopeças), com 309 empregos criados, seguida dos setores químico e de produtos farmacêuticos (298), de borracha (281) e de metalurgia (78).

REFORMA TRABALHISTA

Ainda segundo o Caged, os sete municípios abriram em janeiro 288 vagas intermitentes, uma das modalidades criadas na reforma trabalhista. Esse tipo de contratação per­mite às empresas chamar o funcionário so­mente quan­do for necessário e pagar ape­nas pelas horas cu­m­pridas.

Outras 26 vagas foram geradas no regime de trabalho parcial, que prevê jornada de 30 horas semanais, sem horas extras, ou de 26 horas semanais com acrés­cimo de até seis horas extras. Juntas, as duas modalidades responderam pela criação de 314 vagas – acima, portanto, do saldo líquido geral de janeiro.

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