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ABC avança em ranking de saneamento básico

ABC avança em ranking de saneamento básico
Obra de esgotamento sanitário no entorno do córrego Guarará, em Santo André. Foto: Cedric Czar/Especial para o DR

O ABC avançou no ran­king do Instituto Trata Brasil que avalia a qualidade dos serviços de abastecimento de água e co­­leta e tratamento de es­goto na­s 100 maiores cidades do paí­s. Dos quatro municípios da região incluídos no levantamento, dois ga­nharam posições, um man­te­ve-se estável e outro caiu.

A nova edição do ranking elaborado desde 2009 tem co­mo base os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) refe­rentes a 2018. Para calcular a nota de cada município são le­vadas em conta as avaliações par­­ciais dadas para oito indi­ca­dores de cobertura (abaste­ci­mento de água e coleta/tratamento de es­goto) e quatro de desempenho (perdas de água).

O melhor resultado foi o obtido por Diadema, que sal­tou da 55ª para a 35ª posição. A evolução foi puxada, principalmente, pelo indicador de es­goto tratado – que, na passagem de 2017 para 2018, subiu de 18,5% para 37,5% da água consumida no município.

A Sabesp assumiu os serviços de água e esgoto da cida­de em 2014. “Diadema me­lho­­rou tanto em esgoto tratado quanto em perda de água. A Sabesp é uma empresa de mui­ta capacidade técnica e fez gran­des investimentos, cujos resul­tados começam a apare­cer”, ava­liou o presidente executivo do instituto, Édison Carlos.

Outro município que subiu no ranking do Trata Brasil foi Santo André, que sal­tou da 50ª para a 43ª posição. Assim como em Diadema, o avanço foi puxado pela melhora no indicador de esgoto tratado, que aumentou de 35% para 37,5% da água consumida.
Em 2018, os serviços de água e esgoto de Santo André eram prestados pelo Semasa, que foi substituído pe­la Sabesp em agosto do ano passado.

Cidade mais bem ranquea­da do ABC, Mauá manteve-se na 24ª posição. O resultado foi comemorado pela BRK Ambi­ental, que responde pe­lo esgo­to do município desde 2017 – o serviço de abaste­cimento de água é prestado pela empresa de Saneamento Básico de Mauá (Sama), que deve ser substituída pela Sabesp ainda neste semestre.

Em nota, a BRK Ambi­en­tal destacou o indicador de esgoto tratado por água consu­mida (81,1%) de Mauá como o me­lhor entre os quatro municípios do ABC citados no ranking. A empresa atribuiu o avanço dos índices de coleta e tratamento de esgoto aos investimentos realizados que proporcionaram, por exemplo, a construção de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que já trata mais de 50 milhões de litros por dia.

Entre os municípios do ABC, o pior resultado foi o de São Bernardo, que recuou da 33ª pa­ra a 46ª posição no ranking – desempenho que pode ser atribuído à piora no indicador de esgoto tratado. “É um resultado esquisito, porque po­de indicar erro de menção em 2017 ou 2018”, disse Carlos.

O ranking do Instituto Tra­ta Brasil é liderado por Santos (SP), que tirou de Franca (SP) a primeira posição ocupada na edição anterior. Maringá (PR) completa o “pódio”. O Estado de São Paulo tem cinco municípios entre os dez pri­meiros colocados e dez entre os 20 primeiros. A Sabesp também está bem representada no ranking, com seis municípios entre os 20 melhores, incluindo os dois primeiros.

DESAFIOS

O presidente executivo do ins­tituto destacou a ampliação do tratamento de esgoto e a re­dução nas perdas de água com vazamentos e fraudes como os principais desafios do ABC na área de saneamento básico.

“À exceção de Mauá, que melhorou seu indicador de es­goto tratado devido aos investimentos feitos pela iniciativa privada, os demais municípios incluídos no ranking estão na faixa de 20% a 40%, o que é baixo”, avaliou.

Carlos lembrou ainda que as perdas na distribuição de água variam de 33,4% a 49,7% na região – a média nacional é de 38%. “A perda de água é sintomática no ABC há alguns anos. Houve importante me­lhora em Dia­dema (de 38,4% para 33,4% na passagem de 2017 para 2018), mas há muito espaço para evoluir nos demais municípios”, afirmou.

O estudo mostra ainda que o Brasil está distante de atingir as metas propostas pelo Plano Nacional de Sa­neamento Bá­sico, que prevê a universali­zação dos serviços de abaste­cimento de água e coleta de esgoto até 2033. Em 2018, esses indicadores estavam em 83,6% e 53,2%, respectivamente.

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