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Prévia do PIB do Banco Central tem décima alta consecutiva

A atividade econômica brasileira avançou pelo décimo mês consecutivo e teve alta de 1,7% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central. A variação foi calculada após ajuste sazonal, uma espécie de compensação para comparar períodos diferentes. Em janeiro, o avanço – revisado – havia sido de 1,25%.

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, percebidos desde fevereiro do ano passado, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter as mortes, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que afetou a atividade econômica. Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril de 2020.

Após esse período, o IBC-Br – que funciona como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) – passou a reagir. Porém, com a segunda onda, registrada com mais intensidade a partir do mês passado, analistas indicam que deve haver novo impacto na atividade.

O indicador mostra uma economia em ritmo similar ao do final de 2020, mesmo com o término – temporário – de medidas de estímulo, como o auxílio emergencial. Essa é a avaliação do economista sênior do Banco ABC Brasil, Daniel Xavier. No entanto, diz, a surpresa em fevereiro e as melhores indicações para o primeiro trimestre não mudam o fato de que a economia deve “sofrer” no segundo trimestre.

Para o segundo trimestre, Xavier estima queda de 1,0% do PIB. Porém, o economista avalia que o cenário é bom para o segundo semestre, com o avanço da vacinação.

A XP Investimentos projeta forte queda em março, de 5,70%, como reflexo do lockdown em vários Estados. Para o primeiro trimestre, a expectativa é de expansão de 1,0%, já sem efeitos sazonais.

A projeção para o PIB de 2021 é de expansão de 3,20%, após queda de 4,10% em 2020. “Nosso cenário embute uma visão construtiva para o 2º semestre. O progresso da vacinação contra a covid-19 – esperamos idosos e profissionais da saúde imunizados até o início de junho – e a reabertura da economia compõem o prognóstico de retomada do crescimento”, explica em nota Rodolfo Margato, economista da XP.

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