Economia, Notícias

Arrecadação teve em 2020 o pior resultado em dez anos

Impactada pela pandemia de covid-19, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 1,479 trilhão em 2020, o pior resultado anual desde 2010, quando foi registrado R$ 1,474 trilhão, considerando valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a recessão causada pelos efeitos do novo coronavírus na economia e a necessidade de desonerar o crédito para ajudar o setor produtivo a atravessar a crise, a arrecadação de 2020 teve recuo real – descontada a inflação – de 6,91% em relação a 2019.

O resultado das receitas no ano veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Grupo Estado, que ia de R$ 1,455 trilhão a R$ 1,491 trilhão, com mediana de exatamente R$ 1,479 trilhão.

De acordo com a Receita Federal, o resultado da arrecadação no ano passado decorre do comportamento dos principais indicadores econômicos, bastante afetados pela pandemia ao longo do ano. O órgão destacou ainda o crescimento de 58,86% no volume de compensações tributárias no ano, que somaram R$ 62,1 bilhões.

A Receita apontou ainda a renúncia fiscal de R$ 19,7 bilhões com a desoneração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito em 2020. Por outro lado, houve arrecadação atípica de R$ 8 bilhões com Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no ano passado.

Em dezembro, a arrecadação somou R$ 159,065 bilhões, melhor resultado para o mês desde 2013, quando as receitas somaram R$ 172,506 bilhões.

Com a retomada da atividade econômica e o fim do adiamento do pagamento de tributos adotado pela Receita Federal nos piores meses da crise da pandemia de covid-19, o resultado representou aumento real de 3,18% na comparação com o mesmo mês de 2019. Essa foi a quinta alta real mensal consecutiva. Em relação a novembro, houve aumento de 12,02% no recolhimento de impostos.

O resultado de dezembro veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Grupo Estado, que ia de R$ 148,5 bilhões a R$ 170,710 bilhões, com mediana de R$ 158,4 bilhões.

Segundo a Receita Federal, a arrecadação de dezembro decorre do comportamento das principais variáveis macroeconômicas no mês. O resultado contou ainda com aporte de R$ 7 bilhões em pagamentos de parcelas diferidas no auge da crise.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*