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Greve geral no ABC foi limitada a metalúrgicos e a algumas escolas

Greve geral no ABC foi limitada a metalúrgicos e a algumas escolas
Sindicalistas comemoram adesão à greve na Volkswagen. Foto: Adonis Guerra/SMABC

A greve geral contra a reforma da Previdência teve adesão apenas dos metalúrgicos e de algumas escolas no ABC e, segundo as prefeituras, a maioria dos serviços atenderam normalmente nesta sexta-feira (14).
Segundo nota do sindicato, cerca de 65 mil trabalhadores na base dos metalúrgicos do ABC aderiram à paralisação. O movimento atingiu, conforme a entidade, 98% das  metalúrgicas de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, incluindo as cinco montadoras.

A Mercedes-Benz afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os funcionários da fábrica em São Bernardo foram impedidos de entrar na unidade. “Nossa produção é interrompida em um momento importante de recuperação do mercado brasileiro. Esse movimento provoca prejuízos à nossa empresa e aos nossos colaboradores”, disse a montadora.

Pela manhã, na portaria da Mercedes-Benz, o coordenador do comitê sindical, Max Pinho, comemorou a adesão de 100% dos trabalhadores à greve. “Fizemos assembleias com todos os turnos no dia 12 e já naquela data eles aprovaram a participação. A fábrica que deveria ter hoje 11 mil pessoas trabalhando, entre diretos e prestadores de serviços, ficou vazia. Estão todos em luta.”

Em São Bernardo, a prefeitura informou que todos os serviços municipais funcionaram normalmente nesta sexta-feira. “Todas as escolas estão em pleno funcionamento, assim como as unidades de Saúde e as demais repartições públicas da cidade. O transporte coletivo municipal trabalha integralmente e está atendendo todos os usuários”, afirmou, em nota.

Ainda em São Bernardo, manifestantes da Frente Povo Sem Medo bloquearam pela manhã a avenida em frente ao Terminal Ferrazópolis. A coordenadora da Frente, Andreia Barbosa, disse que a ideia era que os condutores participassem do ato. “Sem eles fica difícil. Vamos fazer uma ação simbólica em frente ao terminal”, explicou.

A Prefeitura de Santo André informou que os impactos da paralisação se restringiram apenas a parte do atendimento de educação. As demais áreas, como transporte e saúde, funcionaram normalmente. “Nesta sexta-feira não houve atendimento para os alunos de cinco das 51 Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) e em nove das 37 creches da cidade. No caso das Emeiefs, haverá compensação devido à obrigatoriedade de cumprimento dos 200 dias letivos para o ensino fundamental. Nas demais unidades houve apenas alguns casos pontuais de falta de professores, mas não foi realizado levantamento do real motivo das ausências (se foi falta abonada, licença médica, banco de horas, ou se estas estão ligadas à paralisação)”, afirmou a administração.

Segundo a administração andreense, por volta das 6h30 houve protesto na avenida dos Estados com a avenida Antônio Cardoso. Manifestantes queimaram pneus, o que resultou na interdição total da via no sentido São Caetano, por cerca de meia hora.

Em Diadema, segundo a prefeitura, 23 Escolas Municipais de Ensino Básico (Emebs) e nove creches tiveram para­lisação total do atendimento e em 21 foi parcial. “Os demais serviços transcorreram normalmente”, destacou por meio de nota.

A Prefeitura de Mauá informou que duas escolas tiveram suas atividades interrompidas: a EM Darcy Ribeiro, na Vila Independência, e a EM Maria Wanny Soares Cruz, na Vila Assis. Já as áreas administrativas das unidades escolares funcionaram normalmente. “Com relação ao transporte, saúde e outras secretarias, os serviços estão funcionando normalmente”, afirmou a administração.

Rio Grande da Serra informou que “não houve adesão e consequente paralisação de nenhum serviço municipal”. As demais prefeituras não retornaram.

RESULTADO

O presidente do Sindicato Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, avaliou positivamente a paralisação e afirmou que é resultado do trabalho de mobilização e, principalmente, do nível de conscientização da categoria. “Podemos afirmar com tranquilidade que a greve na nossa categoria foi um sucesso. É a demonstração da contrariedade da nossa base em relação a uma reforma que acaba com o direito a uma aposentadoria decente depois de décadas de trabalho duro”, destacou. (Com Agência Estado)

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