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Seleção tem recepção fria no 1º dia em S.Paulo

Seleção tem recepção fria no 1º dia em S.Paulo
Alex Sandro e Willian, durante treino realizado ontem no estádio do Pacaembu. Foto: Pedro Martins/MoWA Press

Historicamente, o torcedor paulistano sempre teve relação de “amor e ódio” com a seleção brasileira. Por isso, não surpre­ende que os primeiros contatos da equipe com os fãs em São Paulo, às vésperas da estreia na Copa América, tenham sido tímidos até aqui. A movimentação no hotel onde a delegação está hospedada, na zona sul da Capital, tem sido baixíssima, e no treino realizado no Pacaembu apenas dois torcedores se arriscaram a ir ao estádio para – sem sucesso – ver os jogadores.

A previsão inicial era de que a seleção realizasse seus treina­mentos no CT do Palmeiras. No domingo, porém, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mudou o local para o Pacaembu, um dos estádios mais especiais da carreira de Tite. Foi ali que o técnico ganhou, pelo Corinthians, títulos como o da Libertadores, do Campeonato Brasileiro e da Recopa, além de criar forte relação com a fiel.

Ontem (10), antes do treino, Tite percorreu, sozinho, todo o gramado do Pacaembu.

Apenas um pequeno grupo de torcedores convidados por patrocinadores da CBF pôde acompanhar o treino das arquibancadas. Os jogadores titulares ou que atuaram por mais da metade do tempo na vitória sobre Honduras, no domingo, foram dispensados do treino e permaneceram no hotel. Por isso, a atividade no Pacaembu teve a presença somente dos três goleiros (Alisson, Cássio e Ederson) e mais sete jogadores de linha: Miranda, Alex Sandro, Fagner, Lucas Paquetá, Willian, Everton e Roberto Firmino.

Durante a estada da seleção em São Paulo, até sábado, não estão previstos treinos com a presença de torcedores. Amanhã, inclusive, a ati­vidade será fechada à imprensa.

Na sexta-feira, o Brasil estreia na Copa América diante da Bolívia, no Morumbi. O estádio já foi palco de vaias históricas à seleção. Em 1970, por exemplo, em um amistoso com a Bulgária, Pelé ficou no banco e Paulo Cé­sar Caju foi titular, o que gerou muitas críticas da torcida. Em 2000, contra a Colômbia, a torcida se revoltou e atirou milhares de bandeirinhas no gramado. As vaias mais recentes do torcedor paulistano à seleção não ocorreram no Morumbi, mas sim no Allianz Parque, em 2015, em um amistoso com o México, na primeira partida no Brasil depois do vexame do 7 a 1.

Justamente por causa dessa relação conturbada com o torcedor de São Paulo, o técnico Dunga admitia publicamente que a sua preferência era jogar em cidades onde a seleção recebia apoio praticamente incondicional, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Tite diz que faz parte do processo de “amadurecimento” atuar em estádios onde o clima é menos amigável.

Com dores no joelho, Arthur preocupa
seleção e será desfalque do treino de hoje

O volante Arthur será novamente desfalque no treino da seleção brasileira hoje (11), em São Paulo. Com dores após pancada no joelho direito sofrida no domingo, no amistoso contra Honduras, o jogador passou a segunda-feira sob cuidados médicos e ficará mais um dia longe das atividades no gramado para seguir em tratamento intensivo.

A situação do jogador preocupa a comissão técnica e tem sido monitorada pelo médico da seleção, Rodrigo Lasmar, assim como pelos fisioterapeutas. Sua presença na abertura da Copa América, na sexta-feira, contra a Bolívia, não está confirmada, pois dependerá da evolução de Arthur nos próximos dias.

O departamento médico rea­lizou ontem exames de imagem e detectou a necessidade de man­ter o volante fo­ra do time por mais tempo. Juntamente com os colegas que também foram titulares no amis­toso, Arthur permaneceu no hotel para realizar trabalho na academia e não foi ao Pacaem­bu.

Em contrapartida, o lateral Fagner fez ontem o pri­meiro treino com bola pela seleção. O jogador do Corinthians se apresentou com lesão na coxa esquerda, mas cumpriu o cronograma de recuperação e tra­balhou sem limitações.

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