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Caixa anuncia redução nos juros do crédito imobiliário

Caixa anuncia redução nos juros do crédito imobiliário
Redução nos juros valerá para imóveis novos e usados. Foto: ABr

A Caixa Econômica Federal anunciou, ontem (5), a redução nos juros no financiamento da casa própria, que passam a valer a partir da próxima segunda-feira. O banco público também divulgou novas possibilidades para renegociação de empréstimos em atraso.

A maior taxa cobrada caiu de 11% mais Taxa Referencial (TR, atualmente em zero) para 9,75% mais TR. A menor taxa, que é paga por quem tem relacionamento com a instituição, foi reduzida de 8,75% mais TR para 8,5% mais TR.

A Caixa unificou as taxas cobradas nos empréstimos do Sistema Financeiro de Habi­tação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). No primeiro, os clientes financiam imóveis de até R$ 1,5 milhão com o uso do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No SFI, para imóveis acima de R$ 1,5 mi­lhão, a taxa cairá de 9,75% mais TR para 8,5% mais TR.

As taxas valem nas diversas modalidades de financiamento: imóvel novo ou usado, aquisição de terreno e constru­ção, construção em terreno pró­prio e reforma e ampliação.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, garantiu que o banco manterá o foco na baixa renda, mas também buscará crescer no crédito para a classe média. Segundo Guimarães, a Caixa voltará a emprestar pela modalidade Price, que tem parcelas fixas e começam menores que as da modalidade SAC.

Na avaliação de Celso Pe­tru­cci, economista-chefe do Sin­dicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o movimento feito pela Caixa deve ajudar milhares de famílias. “Há cerca de oito anos, a mediana dos juros de financiamento era de 8%. Hoje, é de 9%”, afirmou.

Segundo o presidente do banco, a Caixa também deve anunciar nas próximas semanas a possibilidade de concessão de empréstimos usando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador, no lugar da TR. Segundo o presidente, a mudança visa facilitar a proteção do banco para as ope­rações, pois não há títulos públicos indexados a TR, mas ao IPCA. Isso facilita operações de securitização de empréstimos.

RENEGOCIAÇÃO

A Caixa também divulgou as condições para a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas. Segundo o banco, as medidas atingem 589 mil contratos (11% da carteira) e devem beneficiar 2,3 milhões de pessoas. Em alguns contratos, pode haver perdão de multas.

Segundo Guimarães, os atrasos de pagamentos na carteira de crédito habitacional chegam a R$ 10,1 bilhões. As renegociações podem gerar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão para a Caixa este ano.
Entre as opções está o pagamento à vista de entrada e a incorporação das parcelas atrasadas nas próximas prestações, disponível para 111 mil famílias, que devem R$ 1,8 bilhão.

Outras 237 mil famílias, com R$ 4 bilhões em dívidas, poderão pagar a prestação mais antiga atualizada e incorporar o saldo devedor ao resto do financiamento. As 51 mil famílias com atrasos superiores a 180 dias (R$ 900 milhões) po­derão ter o perdão de multa e juros moratórios ao pagarem a primeira prestação da entrada.

Há 15 mil famílias, com débitos de R$ 300 milhões, na imi­nência de terem seus imóveis retomados, que poderão ficar adimplentes com o pagamento de uma prestação. Há, ainda, a possibilidade de usar o saldo do FGTS para reduzir o valor das prestações, além da mudança da data de vencimento.

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