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Germano: ‘pré-candidatura majoritária do PSL de Diadema é baseada em votos’

Germano: ‘candidatura majoritária do PSL de Diadema é baseada em votos’
Marcos Germano: “vamos para a rua ouvir o povo”. Foto: Divulgação

O PSL de Diadema, que nas últimas eleições municipais apoiou o projeto do prefeito Lauro Michels (PSL), lançou pré-candidatura majoritária para 2020. O presidente do diretório do partido na cidade, Marcos Antonio Germano dos Santos, afirmou que a pré-candidatura ao Paço está baseada no bom momento que vive o partido com a vitória do presidente Jair Bolsonaro e nos 197 mil votos que a sigla conquistou em Diadema nas últimas eleições. Além disso, o partido colocou um representante do ABC na Assembleia Legislativa, o Coronel Nishikawa, e ga­nhou notoriedade por também eleger Janaina Paschoal, a deputada estadual mais votada na história do país.

O PSL possui sede no município, no mesmo local – no Jardim Sapopema –, há 20 anos. Entretanto, em maio a sigla ganhou na região central o que Germano chama de “espaço para atender amigos políticos e pré-candidatos”, em um escritório da empresa do pré-candidato ao Executivo pelo PSL, Jhonny Rich.

Germano afirmou que esta será a primeira eleição que o partido terá um candidato majoritário em Diadema e que a chapa está quase completa. Ainda segundo o presidente do diretório, existe a intenção de todos os municípios do ABCDMRR lançarem candidato ao Executivo.

“Por causa do bom momento que o Bolsonaro nos deu, antes que essa fase passe, vamos aproveitar da melhor forma possível, elegendo nossos prefeitos e mostrando para o Brasil que sabemos fazer um governo melhor”, pontuou.

O presidente do diretório afirmou que o partido vai reproduzir em Diadema o que foi feito em âmbito nacional e não sairá com chapa pura da disputa majoritária. “É muito difícil levar um projeto para a rua sozinho. Nem o Bolsonaro saiu com chapa pura. Estamos conversando com todos que têm potencial e querem vir para nosso projeto.”

Apesar de o PSL ter apoiado Lauro Michels, segundo Germano, o governo do verde “está desidratado”. “Esse processo começou quando foi reeleito. Acho que por falta de experiência e por ser muito arrogante, ele afastou a sociedade dele, porque não sai às ruas para falar com o povo. Era para ser um líder muito forte na nossa cidade, mas não tem a mesma sustentação que tinha antes”, afirmou.

Segundo Germano, o projeto do PSL para eventual governo em Diadema será popular. “Será um projeto voltado para o povo. Não faremos política dentro do gabinete. Vamos para a rua ouvir o povo e ver o que é melhor para a sociedade. É com o pensamento de um governo participativo que a gente pretende governar e fazer um bom serviço para Diadema”, destacou.

BRASÍLIA

Em âmbito nacional, Germano destacou que não se pode desprezar as críticas que Bolsonaro vem recebendo, até mesmo porque existe a necessidade de se fazer mudanças. “Passaram-se outros governos e já se mostrava a necessidade de se fazer as reformas e ninguém nunca teve coragem de fazer e (Bolsonaro) veio assumindo que ia fazer. Não são reformas populares, partindo disto, teoricamente, ele fica sendo o ‘patinho feio’, mas todos sabem da importância de serem aprovadas essas reformas”, afirmou, ao ressaltar que com a aprovação “as pessoas vão perceber que foi importante e todos esses comentários maldosos que fazem do presidente vão se reverter”.

Germano minimiza as dificuldades que o governo tem enfrentado no Congresso com alguns parlamentares do PSL. “Isso é causado por uma ala nova do partido que acredita na liberdade extrema e que não se afina entorno de um projeto único. Porém, isso ocorre com todo partido. Considero natural. Poderia ser diferente? Poderia, mas, infelizmente, não somos 100%.”

Um comentario

  1. Marcos Germano é um grande articulista e, como se bastasse, possui visão periférica aguçada dos problemas reais de Diadema. É homem de palavra, sabe alinhavar coalizões, sem perder de vista os interesses da legenda. Tudo indica que as próximas eleições podem trazer cinquenta tons de surpresas.

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