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Presidente da CCJ diz que projeto de reforma tributária será votado amanhã

Presidente da CCJ diz que projeto de reforma tributária será votado amanhã
Francischini reclamou da falta de diálogo com o governo. Foto: Divulgação

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou ontem (20) que o colegiado deverá votar o projeto de lei que trata da reforma tributária amanhã. O deputado, porém, disse estranhar a declaração do presi­dente Jair Bolsonaro em que afirmou que o gover­no enviará ao Congresso ou­tra proposta com o mesmo tema assim que a reforma da Previdência for aprovada.

Francischini também re­clamou da falta de diálogo com o governo para decidir quais pautas podem ganhar destaque na CCJ. “Faz três semanas que eu pergunto para o governo se era para pautar, mas ninguém me respondeu. Questionei sobre a proposta de emenda à Cons­tituição que trata da Regra de Ouro, mandei para todo mundo e só a equipe técnica da Câmara respondeu”, disse.

Para Francischini, o gover­no perde assim a chance de montar uma estratégia mais eficaz para fazer avançar as suas pautas de interesse na Câmara. O texto em análise da reforma tributária é baseado nas ideias do economista Bernard Appy, do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). Ele defende a criação de um novo tributo de bens e serviços, do tipo imposto de valor agregado (IVA), com a unificação do PIS/Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Francischini criticou também as recentes discussões entre integrantes do seu partido. O deputado disse que “o pessoal” do PSL precisa “segurar um pouco mais a língua”, referindo-se às recentes discussões públicas entre a líder do governo na Câmara, Joice Hasselmann (SP), e a deputada Carla Zambelli (SP), ambas da mesma sigla.

Para o parlamentar, essas brigas não ajudam em nada na aprovação dos projetos em tramitação na Câmara. “Fico chateado com essas brigas. Acredito que o pessoal tem de segurar um pouco mais a língua para não agredir colegas na Câmara, principalmente os colegas de bancada”, disse.

Para o deputado, apesar das divergências internas, o PSL votará unido nas pautas econômicas, tanto a reforma da Previdência quanto a reforma tributária. “O partido deveria se unir para dar mais apoio ao governo no Congresso”, disse.

No fim de semana, Joice e Carla divergiram publicamente sobre a convocação de manifestações em defesa do presidente no próximo fim de semana. Da divergência, as deputadas partiram para críticas pessoais nas redes sociais.

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