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Com atividade fraca, indústrias fecham 1.500 vagas no ABC no 1º quadrimestre

Com atividade fraca, indústrias fecham 1.500 vagas no ABC no 1º quadrimestreO parque fabril do ABC fe­­chou 1.500 postos de traba­lho no primeiro quadrimestre deste ano, com queda de 0,90% no estoque de vagas no setor, segundo pesquisa realizada pe­la Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

O resultado é o pior para o período desde o primeiro quadrimestre de 2017, quando foram extintos 1.750 empregos. Em 2018, o saldo entre admissões e demissões nos primeiros quatro meses foi positivo em 1.650 ocupações criadas.

Somente em abril, as indústrias da região fecharam 410 postos de trabalho, terceiro resultado negativo consecutivo, com queda de 0,24% em relação ao estoque de março.

Ati­vidade eco­nômica fra­ca e as incertezas em relação à ca­pacidade do governo de Jair Bolsonaro (PSL) de levar adian­te sua agenda de reformas explicam os resultados ruins dos primeiros meses deste ano.

O fechamento de vagas tam­bém reflete a crise na Argentina, o que freou as exportações para o país vizinho, especialmente de veículos e autopeças. Dos 22 subsetores acompanhados pela pesquisa das entidades, dez fecharam vagas em abril na região.

Em abril, a queda no nível de emprego fabril no ABC foi influenciado por variações ne­gativas de veículos automoto­res e autopeças (queda de 0,33% no estoque de vagas), produtos químicos (-0,78%), máquinas e equipamentos (-0,1%) e produtos alimentícios (-1,06%).

ESTADO

No Estado de São Paulo, a indústria gerou 9,5 mil novos postos de trabalho em abril, variação positiva de 0,45% na série sem ajuste sazonal e ne­gativa em 0,21% feito o ajuste. No acumulado do ano, o saldo é positivo em 21,5 mil postos.

Os setores de alimentos e derivados de petróleo e álcool abriram mais de 12 mil vagas no mês passado. Deram as principais influências positivas para o sal­do do mês na indústria paulista.

“Esses setores, que são influenciados pela sazonalidade da cana de açúcar, geraram contratações abaixo da média dos anos anteriores, que é de 27 mil novas vagas. Os demais setores da indústria estão em compasso de espera em razão do baixo desempenho econômico. Como este ano vem apresentando saldos abaixo do esperado, o resultado do emprego no fechamento do ano é preocupante”, avaliou José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp. (Reportagem Local)

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