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Empresários do setor imobiliário criticam plano de mudar Minha Casa, Minha Vida

A possibilidade de mudanças no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) por parte do governo de Jair Bolsonaro (PSL) enfureceu empresários da construção civil, que reclamaram de não te­rem participado das discussões e ainda criticaram as propostas em estudo divulgadas.

O governo cogita mudar o subsídio dentro do programa habitacional. A ideia é doar terrenos públicos nas regiões me­tropolitanas para as construtoras e financiar as obras por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) A construtora ainda ficaria res­­ponsável por administrar o con­domínio, depois de pronto, durante período em torno de 20 a 30 anos. Por sua vez, o bene­ficiário pagaria aluguel pelo uso da moradia e poderia converter os valores na propriedade do imóvel no fim desse período.

O governo ainda não esclareceu, mas as alterações, aparen­temente, referem-se à faixa 1, que sofre paralisações recorrentes devido à falta de dinheiro. Neste segmento, os imóveis vão para beneficiários cadastrados nas prefeituras e têm até 90% do valor subsidiado pela União.
As faixas 2 e 3 são vendidas no mercado, com financiamento via FGTS e subsídio baixo.

“A comunicação foi muito ruim. Criou a sensação de insegurança e grande mal-estar entre investidores”, disse Rubens Menin, presidente do conselho de administração da MRV, maior construtora residencial do país e maior operadora do Minha Casa, Minha Vida.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, vê excesso de ônus às em­presas, que teriam de arcar com financiamento de obras e a administração de carteira de lo­ca­tários que vai durar décadas.

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