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Aos 102 anos, Dona Madalena faz tapetes de crochê, ‘pula’ Carnaval e quer escrever um livro

Aos 102 anos, Dona Madalena faz tapetes de crochê, ‘pula’ Carnaval e quer escrever um livro
Dona Madela
confecciona tapetes de crochê com
retalhos de tecido. Foto: Arquivo pessoal

Dona Madalena, prestes a completar 102 anos, é a ho­menageada neste Dia das Mães pelo Diário Regional. Afinal, são 11 fi­lhos, 26 netos, 47 bisnetos e oito tataranetos.

Madalena Izabel da Conceição nasceu em 27 de maio de 1917, em Senhora de Oliveira, Minas Gerais, e ainda pequena já mostrava que seria uma garota que gosta de agitação. Aos 12 anos ia com sua mãe nos bailinhos para dançar.

Com vitalidade de fa­zer inveja para muitos jovens, este ano viajou para sua cidade-natal, a fim de acompanhar a renovação de votos de 50 anos de casamento de um de seus filhos, e aproveitou para festejar no tradicional Carnaval das crian­ças da cidade.

Detalhe: a banda só co­meçou a tocar após Dona Madalena dar seu famoso grito de felicidade: “uhuu”. No final do desfile, a mineira foi homenageada, recebendo das mãos do prefeito uma medalha de honra ao mérito.

Aos 102 anos, Dona Madalena faz tapetes de crochê, ‘pula’ Carnaval e quer escrever um livro
A mineira participou do Carnaval em sua cidade-natal este ano. Foto: Arquivo pessoal

Dona Madalena é viúva. Mãe de 11 filhos, alguns já falecidos, teve três filhos do primeiro casamento e oito do segundo, sendo que deste último são duas mulheres e seis homens.

Quando questionada so­bre uma história que marcou sua vida, conta que estava grávida de uma de suas filhas quando se mudou do Quilombo onde morava em uma carroça de boi. “Fui morar numa casa na cidade de Cipotânea (MG) que existe até hoje”, lembra com saudades.
Em busca de uma vida melhor, mudou-se para São Paulo por volta de 1958, em meio aos jogos da Copa do Mundo em que o Brasil conquistou seu primeiro título mundial. “Meu filho caçula tinha pouco mais de um ano. Viemos de trem, pois na época não tinha estrada para ônibus.”

Os 102 anos não são empecilho para Dona Madalena. Essa jovem centenária confecciona tapetes de crochê com retalhos de tecidos e faz doação para as igrejas e àqueles que faz uma visita. “Às vezes vendo os tapetes (por um valor simbólico) e o dinheiro doo para obras das igrejas”, afirma.

Dona Madalena afirma que ainda tem um sonho: “Quero escrever um livro contando minha história”.

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