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Caoa reafirma interesse na compra da Ford, mas condiciona investimento no país à reforma

O presidente da Caoa Chery, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, reafirmou ontem (13), o desejo da empresa de adquirir a fábrica da Ford em São Bernardo, mas condicionou o aumento de investimentos do grupo no país à aprovação da reforma da Previdência.

Após reunião com o mi­nistro da Economia, Paulo Guedes, o empresário disse não esperar nenhum tipo de ajuda ou incentivo do gover­no federal e garantiu que a Caoa não fechará sua fábrica em Anápolis (GO), apesar do provável aumento de impostos pelo governo estadual.

“Continuamos negociando a compra da fábrica da Ford. Existe grande possibilidade de o negócio acontecer e a montadora voltar a funcionar absorvendo todos os funcionários que lá estão. Porém, isso depende da negociação com os sócios chineses, com o sindicato dos trabalhadores e com os fornecedores da fábrica”, afirmou Andrade. “Só queremos que o governo resolva a (reforma da) Previdência e a crise fiscal para voltarmos a investir”, prosseguiu.

A fábrica da Ford em São Bernardo será fechada ainda neste ano pela montadora norte-americana. A unidade emprega cerca de 3 mil tra­ba­lhadores e produz o hatch compacto Fiesta e os cami­nhões Cargo e Série F.

 ICMS

Perguntado pelos jornalistas sobre o possível aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Goiás devido à crise financeira do Estado, Andrade considerou que o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisa mesmo tomar todas as medidas necessárias para equalizar as finanças estaduais.

“Não consideramos deixar Goiás. A fábrica em Anápolis é sólida e tem investimento monstruoso. O governador Caia­do é um homem íntegro e, com certeza, encontraremos uma solução”, respondeu o empresário, lembrando que a Caoa Chery há pouco começou a fabricar dois novos modelos na planta goiana.

O presidente da montadora ratificou as intenções do grupo de continuar expandindo os investimentos no Brasil e disse não estar preocupado com a intenção do governo federal de reduzir desonerações e benefícios tributários para a indústria.

“O empresário que estiver pensando que vai receber ajuda do governo estará perdendo tempo. Nunca recebemos be­ne­fícios do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e de nenhum governo. Nosso investimento continuará crescendo independentemente do governo”, disse.

Originalmente, a visita do empresário ao ministro da Economia seria feita com a presença do go­ver­nador de São Paulo, João Doria (PSDB). Porém, o tucano está em visita aos Estados Unidos nesta semana.

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