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Indústria fecha 1.100 vagas no ABC no 1º trimestre com economia fraca

O par­que fabril do ABC voltou a fe­char postos de traba­lho em março, prejudicado pe­la ati­vidade eco­nômica fra­ca e pe­­las incertezas em relação à ca­pacidade do governo de Jair Bolsonaro (PSL) de levar adian­te sua agenda de reformas.

As indústrias dos sete mu­nicípios fecharam 1.050 vagas no mês passado, com queda de 0,63% no estoque de mão de obra, segundo pesquisa men­sal di­vul­gada nesta semana pela Fede­ra­ção e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Trata-se do pior resultado para o mês desde março de 2016, quando foram fechadas 2.500 vagas. No mesmo mês do ano passado, o saldo ficou positivo em 200 empregos criados.

No acumulado do primeiro trimestre, o saldo líquido entre contratações e demis­sões ficou negativo em 1.100 postos de trabalho fechados. No mesmo período do ano passado, o resultado foi positivo na mesma quantidade.

Em março, segundo as en­tidades, a queda na ocupação fabril foi impulsio­na­da, principalmente, por variações negativas nos setores de produtos de borracha e de material plástico (-1,3%); produtos alimentícios (-1,9%) e veículos e autopeças (-0,03%), segmentos que mais influenciaram o cálculo da região.

O levantamento das enti­dades funciona como prévia para os dados do Cadastro Geral de Empregados e De­sempregados (Caged), que devem ser divulgados nos próximos dias. A pesquisa Fiesp/Ciesp é amostral e considera empregos com e sem carteira assinada, enquanto o Caged contabiliza registros administrativos de vagas formais enviados pelas empresas.

ESTÁVEL

No Estado de São Paulo, a indústria criou 500 vagas em março, praticamente estável em relação ao estoque de feve­reiro. Descontados os efeitos sazo­nais, houve recuo de 0,44%.

“O resultado do mês e do trimestre está abaixo das nossas expectativas. Para que te­nhamos a geração de 10 mil postos no Estado em 2019 será preciso melhorar muito o nível de contratação”, comentou Jo­sé Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente da Fiesp.

Especialistas entendem que a re­tomada do emprego fabril de­­­pen­de da confiança dos in­dus­triais na retomada da ati­vidade econômica, que só vi­­rá com o ajuste das contas pú­bli­cas e a redução nas taxas de juros. Pesam contra a retomada a demanda fraca, decorrente de níveis muito baixos de emprego e renda.

 

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