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Número de mortes em desabamento sobe para sete; buscas continuam

Número de mortes em desabamento sobe para sete; buscas continuam
Buscas por sobreviventes por escombros continuam. Foto: Tânia Rego/ABr

O número de mortos no desabamento de dois edifícios construídos ilegalmente na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, aumentou para sete. Na madrugada deste sábado (13), o adolescente Hilton Guilherme Sodré, que havia sido resgatado com vida dos escombros horas antes, morreu durante cirurgia no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio.

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou no fim da manhã deste sábado que trabalha com a possibilidade de ainda encontrar sobreviventes nos escombros dos dois prédios. A corporação informou que há 17 desaparecidos, número ainda maior do que vinha sendo divulgado.

Apesar de já terem se passado mais de 30 horas do desabamento, os bombeiros acreditam que ainda podem encontrar sobreviventes nos escombros. “Este cenário (de queda dos edifícios) é muito mais propício a encontrar vida (do que em um deslizamento de terra), porque a gente pode trabalhar com células, pequenos habitáculos onde as pessoas podem se manter vivas”, explicou o coronel Luciano Sarmento, que coordena a operação.

Segundo Sarmento, as buscas por sobreviventes vão continuar até o fim da operação. “Temos relatos de pessoas que sobreviveram até sete dias nessas condições. Vamos trabalhar até o fim da operação com essa possibilidade”, disse.

Mais de 100 bombeiros e agentes da defesa civil trabalham no resgate, que conta com a ajuda de cães farejadores e equipamentos específicos para o salvamento em estruturas colapsadas.

Ao todo, cinco corpos foram retirados dos escombros e dois dos dez resgatados com vida morreram em unidades de saúde. Entre os 17 desaparecidos, é provável que haja crianças, segundo o coronel, que não especificou o número.

Todo o condomínio foi construído sem licenciamento e não tem ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) nem engenheiro responsável. As obras foram interditadas em novembro de 2018, segundo a prefeitura do Rio.

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