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Mesmo com economia fraca, varejo do ABC projeta alta de até 5% nas vendas da Páscoa

Mesmo com economia fraca, varejo do ABC projeta alta de até 5% nas vendas da Páscoa
Vendas de ovos devem se recuperar, mas barras e caixas de bombons ainda são tendência. Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo

O ritmo aquém do espe­ra­do de recuperação da atividade eco­nômica no primeiro bimes­tre não diminuiu o otimis­mo do comércio com a Páscoa, que abre o calendário va­re­jis­ta. No ABC, en­tida­des do se­tor pro­­jetam cres­ci­men­to de até 5% nas vendas relativas à data, que é conside­­rada uma espécie de termô­­me­tro pa­ra o con­su­mo na se­quên­­cia do ano.

O calendário favorece as ven­das. Em 2019, a Páscoa se­rá celebrada mais tar­de, no dia 21 de abril – mais distante, portanto, do início do ano, que concentra o pagamento de importantes despesas, como impostos e material escolar.

Porém, pesam contra a data o desemprego ainda elevado, o que afeta as decisões de consumo, e a inflação. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que os produtos mais consumidos na Páscoa subiram, em média, 17,2% entre abril de 2018 e março deste ano.

Bombons e chocolates estão entre os itens mais “comportados”, com aumento de 3,64% no período, mas o baca­lhau teve alta de 19,35%, puxada pelo dólar – há um ano, o câmbio estava cotado na casa de R$ 3,30, ante os atuais R$ 3,90. A FGV não monitora os pre­ços dos ovos.

“Ainda temos muitas famílias com integrantes desempre­gados ou sem emprego fixo. Isso pode levá-las a atender ou­tras prioridades de imediato”, comentou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Diadema, José Ma­nuel Vieira de Mendonça.

Pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP) projeta crescimento de até 3% nas vendas, puxado por supermercados e varejo es­peciali­zado em chocolates.

Tendência consolidada nos úl­­­timos anos devido à crise eco­nômica, barras de chocolate e cai­xas de bombons devem manter o espaço conquistado entre 2016 e 2018 na prefe­rência do consumidor na data. Segundo a Associação Paulista de Super­mercados (Apas), os ovos es­tão 5% mais caros neste ano.

Porém, paralelamente, a Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) espera a reto­mada das vendas de ovos de Páscoa. A fabricação desse tipo de produto recuou de 19,7 mil toneladas em 2015 para 9 mil toneladas em 2017, mas voltou a subir, para 11 mil toneladas, no ano passado. Para 2019, a projeção é de nova alta, puxada pela recuperação ainda que discreta da atividade econômica.

Acompanhando a projeção da Abicab, a Coop prevê crescimento de até 11% nas vendas de ovos de chocolate, puxada por outra tendência consolidada durante a crise: a de ofe­recer produtos menores.

A cooperativa também tem boas expectativas para as vendas de bolo pascal. Somente da marca própria Delícias da Coop, a produção deverá bater 50 mil unidades, aumento de 15%.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo (Acisbec), Valter Moura, projeta alta de 5% nas vendas da Páscoa na cidade. O dirigente entende que, além de ovos, a data incentiva a comercialização de artigos não relacionados.

“Como é uma data de con­graçamento, a Páscoa estimula o aumento das vendas em ge­ral, porque o consumidor tende a comprar outros produtos. As pessoas visitam a família e, muitas vezes, leva um presente no lugar do chocolate”, disse.

 

Procon Diadema recomenda pesquisa antes de comprar ovos

A dez dias da Páscoa, o consumidor que pretende adquirir ovos de chocolate precisa ficar atento e pesquisar bastante antes de adquirir o produto, recomenda o Procon Diadema.

Informações como preço, prazo de validade, tamanho e espessura são obrigatórias nas embalagens. Além disso, cada fabricante adota peso e numerações diferentes. A orientação do Procon Diadema é para que o consumidor escolha o produto e depois faça uma pesquisa em várias lojas, pois o preço pode variar muito de um estabelecimento para outro.

“Orientamos aos consumidores que pesquisem preços, marcas e tamanhos dos ovos, pois há grande variação. O principal cuidado é atentar-se à data de vencimento do produto, que às vezes é difícil de ser identificada, mas deve ser informada”, explicou Wanderley Smelan, coordenador do Procon Diadema.

Ovos que possuem brin­quedos em seu interior são aqueles que precisam receber mais atenção do consumidor. Segundo o Procon, os brinquedos devem ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), pois podem ser perigosos para crianças menores.

“Os brinquedos não justificam o alto valor cobrado pelos ovos de Páscoa no mercado. Uma alternativa é escolher um ovo sem esses brindes, e comprar um brinquedo à parte para a criança”, afirmou Smelan.

Caso o produto adquirido esteja deteriorado/estragado, com o prazo de validade vencido ou com quantidade/peso diferente daquele indicado na embalagem, o consumidor tem duas op­ções: substituir o produto por outro em perfeitas condições ou ser reembolsado pelo valor pago.

O Procon Diadema está si­tua­do na Avenida Sete de Setembro, 400. São entregues 20 senhas às 8h30 e outras 20 às 12h30 para os atendimentos feitos nos períodos da manhã e tarde, respecti­vamente.

 

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