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Presidente do TJD-SP rebate Palmeiras: ‘O que falta à equipe é competência e garra’

Presidente do TJD-SP rebate Palmeiras: ‘O que falta à equipe é competência e garra’
Felipão reclamou do julgamento de Moisés no TJD-SP. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antonio Olim, rebateu ontem (8) as reclamações do técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, sobre o trabalho dele e do órgão na condução dos casos jurídicos do Paulistão. Após ser cri­ticado pelo treinador, o dirigente disse que as queixas são uma tentativa de esconder a eliminação.

“O problema do Palmeiras não é o TJD, são os dirigentes e o Felipão. Eles têm de jogar futebol e acabou. Não aguento mais o Palmeiras”, afirmou Olim ao Estado. “Eles sempre têm de arrumar algum Cristo. Ou é a Fe­deração Paulista de Futebol (FPF) ou o Tribunal. O que falta ao Palmeiras é competência, força e garra ao time”, disse.

Olim disse ser torcedor do Palmeiras e garantiu que não pretende oferecer denúncias a Felipão por ter sido criticado pelo técnico. Na entrevista coletiva concedida depois da eliminação diante do São Paulo, o treinador questionou a postura do TJD-SP e do próprio Olim. “Não adianta a gente reclamar aqui porque a gente vai receber lenços do dirigente lá. Não tem de mandar lenços. Tem de mandar o que é correto”, comentou Felipão.

O técnico também questionou na entrevista o formato do julgamento do Pleno do TJD, que puniu o meia Moisés por quatro partidas no Estadual. Para o Palmeiras, a condução do caso foi irregular pois dois dos auditores presentes no julgamento do Pleno já haviam votado na punição em primeira instância, repetição que é vetada pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Segundo Olim, a repetição relatada no processo foi fruto de um erro. “O relator na hora de colocar no texto não escreveu que os dois (auditores) que foram colocados no Pleno não votaram na primeira vez. O Palmeiras estava lá e viu que não votaram”, afirmou. Apesar da pena de quatro jogos, Moisés foi liberado para atuar porque o clube conseguiu efeito suspensivo ao recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

PREJUÍZO

A eliminação nas semifinais do Campeonato Paulista vai fazer o Palmeiras deixar de receber pelo menos R$ 10 milhões. A queda no último domingo nos pênaltis, diante do São Paulo, traz o impacto financeiro do clube não contar nas próximas semanas com as entradas de recursos vindas da premiação pelo possível título, mais o bônus previsto pelo contrato com a Crefisa e a receita de bilheteria.

A FPF vai pagar ao campeão R$ 5 milhões como recompensa. O Palmeiras ainda teria direito a receber pelo título maior valor , pois pelo contrato assinado com a Crefisa em janeiro, há cláusula que prevê o pagamento de prêmio para os torneios disputados. A conquista do Paulistão, por exemplo, renderia R$ 4 milhões.

Se tivesse passado pelo São Paulo no último domingo, o Palmeiras ainda poderia contar com a receita de bilheteria para incrementar o caixa. O clube jogaria a segunda partida da decisão no estádio Allianz Parque, com a possibilidade de obter alta arrecadação de bilheteria. Só a semifinal teve R$ 2,6 milhões de renda pela venda de ingressos para a torcida alviverde.

Sem o Estadual, o Palmeiras tem como os dois próximos compromissos as rodadas seguintes da Copa Libertadores. Nesta quarta-feira, o time recebe o Junior Barranquilla, da Colômbia, e duas semanas depois, viaja ao Peru, onde enfrente em Arequipa o Melgar, pela quinta rodada da fase de grupos.

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