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Com visita inédita a muro, Bolsonaro mira evangélicos e Netanyahu, reeleição

Com visita inédita a muro, Bolsonaro mira evangélicos e Netanyahu, reeleição
Netanyahu e Bolsonaro visitaram Muro das Lamentações. Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro fez na segunda-feira (1º), uma visita histórica ao Muro das Lamentações, um dos locais mais sagrados do judaísmo. Em seu segundo dia de viagem a Israel, se tornou o primeiro líder a conhecer o lugar acompanhado de um chefe de governo israe­lense, o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu.

Foi uma decisão ousada. O Muro das Lamentações, loca­lizado na parte oriental de Jerusalém, é reivindicado pelos palestinos e cercado de simbolismo. Os americanos Barack Obama e Do­nald Trump, por exemplo, visitaram o muro de maneira privada, para evitar confusão.

A ousadia serve tanto a Bolsonaro quanto a Netanyahu, que quiseram passar mensagens diferentes. O israelense busca votos. No domingo, coloca o cargo em jogo nas eleições parlamentares, até agora disputadas palmo a palmo contra o ex-comandante das Forças Armadas, o general Benny Gantz. Há dez anos no poder, pode se tornar o premiê a governar Israel por mais tempo.

No entanto, envolvido em casos de suborno, fraude e corrupção, correndo o risco de ser indiciado e preso, Netanyahu precisa passar u imagem positiva na reta final da campanha. Segundo Emmanuel Navon, cientista político da Universidade de Tel-Aviv, Bolsonaro se transformou em uma plataforma política do premiê.

Já Bolsonaro precisa do apoio da bancada evangélica para avançar sua agenda no Congresso. Parte dela achou pouco a abertura de um escritório de negócios, sem status diplomático, em Jerusalém, e queria a transferência definitiva da embaixada de Tel-Aviv para a cidade, promessa de campanha. Para representantes da bancada evangélica, Bolsonaro ainda vai cumprir a promessa.

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