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Moçambique, Zimbábue e Malauí tentam identificar vítimas de ciclone

Autoridades de Mo­çambique, do Zimbábue e do Malauí fazem levantamentos sobre mortos, desaparecidos e desassistidos em decorrência da passagem do ciclone Idai pelo sudeste da África, que deixou um rastro de destruição. No total, são contabilizados 354 mortos, mas o cálculo é que esse número pode subir para 1.000.
Integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que os impactos resultem em um dos maiores desastres relacionados a tempestades.

Pelo menos 2,6 mi­lhões de pessoas foram afetadas pela passagem do ciclone, que causou graves inundações e deslizamentos de terra e destruiu milhares de hectares de plantações. Há registros de enchentes em várias comunidades.

O ministro da Terra, Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correia, disse que a ope­ração de resgate vai ser mantida pelos próximos dias. “Temos remédios suficientes, mas o grande desafio é o acesso. Agora estamos usando barcos e helicópteros. Quando tivermos acesso, nosso trabalho será mais fácil.”

ESFORÇOS

No montanhoso distrito de Chimanimani, no Zimbábue, na fronteira leste com Moçambique, dezenas de pessoas foram mortas por deslizamentos de terra. No entanto, as autoridades dizem que até 300 pessoas podem ter morrido. Alguns corpos provavelmente foram arrastados pela montanha em direção a Moçambique.

Os esforços de resgate foram prejudicados pela destruição de estradas e quebra de comunicação. Pontes foram destruídas, deixando a maioria das partes das áreas afetadas inacessíveis. Devido às más condições climáticas, helicópteros têm dificuldades para voar.

Países vizinhos prometeram ajuda humanitária a Moçambique, Zimbabué e Malauí. As Forças Armadas da Tanzânia vai colaborar no transporte de 238 toneladas de medicamentos e alimentos.

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