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Macris é reeleito presidente da Assembleia de São Paulo

Em tumultuada sessão, que teve até troca de empurrões entre deputados, Cauê Macris (PSDB) foi reeleito nesta sexta-feira (15), para comandar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por mais dois anos. Com apoio de 21 partidos, incluindo PT e PSB, o tucano, aliado do gover­nador João Doria (PSDB), obteve 70 votos, ante 16 de Janaina Paschoal (PSL). Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL) obtiveram quatro votos cada um. A eleição de Cauê mantém hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Casa – a exceção foi a vitória do atual vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), em 2005.

Em discurso após o triunfo, Cauê agradeceu a mulher e os filhos, o pai, deputado fe­deral Vanderlei Macris (PSDB), que comandou a Alesp entre 1999 e 2001. Disse ainda que Doria terá o Legislativo como “parceiro para boas propostas”.

Na primeira entrevista após ter a reeleição confirmada, o tucano disse que a Casa vai viver uma nova realidade na legislatura que começou nesta sexta. “Antes tínhamos oposição e situação. Agora há a briga ideológica. São duas correntes opostas e meu papel é tentar equilibrar essa situação”, afirmou.

O presidente reeleito da Alesp classificou como “tenso” o clima no plenário durante a sessão. Cauê criticou o PSL por, segundo ele, ter “atacado” sua honra na campanha e apelado para “ganhar no tapetão”. “Essa foi uma das campanhas mais baixas e sujas na Assembleia. O PSL usou esse processo de mobilização nas redes sociais para fazer denuncismo”, disse. “Não vou ‘tratorar’ nenhum partido. Não precisamos de radicalismos nesse momento do país”, completou.

A sessão foi marcada pelo clima de tensão desde o início. A discussão começou quando o líder do PSL, Gil Diniz, questionou a legalidade da candidatura de Cauê à reeleição. Leu artigo da Constituição Estadual que diz que “é vedada a recondução (de membro da Mesa Diretora) para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Na quinta-feira, Diniz havia entrado com mandado de segurança na Justiça para tentar barrar a candidatura de Cauê, mas o pedido foi indefe­rido. Aliados do tucano citaram a decisão judicial e disseram que o entendimento da Casa é de que a restrição só vale para a mesma legislatura. Derrotada, Janaína Paschoal também contestou a possibilidade de reeleição de Cauê.

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