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Doria anuncia retomada de projeto do piscinão Jaboticabal

Doria anuncia retomada de projeto do piscinão Jaboticabal
Doria afirnou que vai buscar recursos junto ao governo federal para viabilizar o piscinão. Foto: Divulgação/GESP

O governador João Doria (PSDB) anunciou na manhã desta quarta-feira (13) a retomada do projeto do piscinão Jaboticabal, previsto para ser construído na divisa de São Paulo, São Bernardo e São Caetano. Antiga reivindicação do Consórcio Intermunicipal como principal medida de combate às enchentes naquela região, o reservatório com 900 mil metros cúbicos de capacidade não saiu do papel devido às desapropriações necessárias para construí-lo e ao “jogo de empurra” sobre a responsabilidade de sua construção.

O anúncio foi feito durante reunião com prefeitos de seis dos sete municípios  do ABC e com o chefe do Executivo da Capital, Bruno Covas (PSDB), para discutir medidas a serem tomadas em áreas afetadas pelas fortes chuvas desta semana. Adoentado, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), não compareceu e foi representado pelo vice, Beto Vidoski (PSDB).

Durante a reunião, o governador recebeu documento com as demandas de combate às enchentes dos sete municípios das mãos do presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

Após o encontro, Doria anunciou pacote de medidas a médio prazo para mitigar os efeitos das chuvas que deixaram desabrigados, 13 mortos e uma mulher desaparecida na Grande São Paulo. Entre as ações figuram a assinatura de Decreto de Utilidade Pública para desapropriação de terrenos onde será construído o reservatório, nas proximidades da via Anchieta e na confluência entre os ribeirões dos Couros e dos Meninos.

O governo do Estado, porém, não tem dinheiro em caixa para a obra e vai recorrer ao governo federal. O Estado já tem reunião agendada com o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para esta quinta-feira (14), quando discutirá a viabilização de recursos junto à União para dar início à licitação da obra, que tem custo previsto de R$ 400 milhões. A agenda será realizada no Palácio dos Bandeirantes e terá, novamente, a participação de Doria e dos oito prefeitos.

“(O piscinão Jaboticabal) é uma obra planejada que não havia sido executada. Vamos pedir apoio do governo federal. Se for preciso vamos complementar com BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Banco Mundial. Não vai minimizar (os efeitos da chuva) imediatamente, mas a médio e longo prazo”, disse Doria.

Também serão liberados recursos do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi) para a construção da galeria do Córrego da Moóca, com o objetivo de desviar o caminho da água do rio Tamanduateí, que transbordou e afetou moradores do entorno da Avenida do Estado, na zona sul da Capital, e no ABC.

Os recursos serão usados ainda para construir muros de arrimo e desassorear córregos da Capital e do ABC atingidos pelas chuvas.

“Agradecemos o pronto atendimento do governo do Estado e sua equipe em relação às demandas do Consórcio, que representa região duramente castigada por essa chuva sem precedentes. Não temos como controlar o volume de águas, mas temos como propor políticas públicas para minimizar os impactos à população”, disse Paulo Serra.

O piscinão é uma das mais de 200 intervenções previstas no Plano Regional de Macrodrenagem e Microdrenagem, apresentado pelo Consórcio em 2016. Somadas, essas medidas exigiriam investimentos de R$ 2 bilhões.

MICROCRÉDITO

Doria também anunciou que o governo do Estado, por meio do Banco do Povo Paulista, concederá linhas de microcrédito de até R$ 20 mil para empreendedores de pequenos negócios que tiveram prejuízos com as chuvas. Serão liberadas linhas de crédito de R$ 200 até R$ 20 mil, com taxa de juros de 0,35% ao mês, sem avalista. Haverá carência de até 90 dias para realizar o primeiro pagamento e prazo de até 36 meses para quitação.

 

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