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Chuvas provocam dez mortes e destruição no ABC

Chuvas provocam dez mortes no ABC
Deslizamento de terra em R.Pires deixou duas pessoas feridas e provocou quatro mortes. Foto: Werther Santana/Estadão Conteudo

As chuvas que atingiram o ABC na noite de domingo (10) e madrugada desta segunda-feira (11) deixaram dez mortos. O governo do Estado confirmou quatro mortes em Ribeirão Pires em virtude de deslizamento; uma em São Bernardo, duas em Santo André e três em São Caetano, todas por afogamento. No Estado ocorreram 12 mortes no total.

Além das vítimas fatais na região, uma criança morreu em Embu das Artes em decorrência de des­lizamento, e uma pessoa por afogamento em São Paulo.

Em Ribeirão Pires, o des­lizamento de terra que dei­xou quatro mortos ocorreu por volta da 0h30 na na Rua Alexan­drina da Silva Aguiar, no bairro Estância das Rosas. Duas pessoas foram resgatadas com vida. Nove imóveis no entorno do deslizamento foram interditados, seguindo avaliação do Instituto de Geologia do Estado de São Paulo.

A prefeitura informou que a cidade registrou no período 172 mm de chuva, índice previsto para todo o mês. Ao todo, o município registrou dez des­lizamentos de terra.

SÃO BERNARDO

Em São Bernardo, um motociclista morreu na região do Taboão, na divisa com São Caetano. Segundo a prefeitura, o rapaz tentou atravessar um alagamento em frente ao Shopping Cristal, mas acabou se afogando. O Corpo de Bombeiros localizou o corpo após a água baixar. O jovem estava acompanhado de uma mulher na garupa, que conseguiu escapar.

Houve deslizamentos na Vila São Pedro e na Vila São José, ambos sem vítimas. Na Rua da Bica, na Vila São Pedro, houve o escorregamento de grande volume de terra, que provocou muitos prejuízos materiais. A área está isolada e muitas pessoas foram retiradas do local.

No Rudge Ramos, as águas atingiram quase dois metros de altura. Famílias ficaram ilhadas e tiveram de ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. Até o final da tarde desta segunda-feira o bairro ainda registrava pontos de alagamento.

A fábrica de Mercedes também foi inundada e teve parte da produção paralisada. A Rua Jurubatuba, que abriga diversas lojas de móveis, foi uma das vias atingidas pelo alagamento. Durante as chuvas era possível ver móveis sendo arrastados pela correnteza. Na tarde desta segunda-feira, comerciantes fecharam a via com produtos destruídos pela enchente em protesto pelos prejuízos causados pelas águas.

Em Santo André, duas pessoas morreram afogadas. O município recebeu índices pluviométricos acima de 160 milímetros nas últimas horas de domingo (10). Choveu em pouco mais de seis horas a metade do volume esperado para todo o mês.

SÃO CAETANO

Na divisa entre São Paulo e São Caetano, quatro pessoas foram carregadas pela enxurrada provocada pelo transbordamento do Tamanduateí. Três morreram no município do ABC e uma em São Paulo.

Em São Caetano, de acordo com a prefeitura, todas as entradas e saídas da cidade ficaram prejudicadas. A Se­cretaria de Mobilidade Urbana e a Defesa Civil recomendam que os moradores só saiam de carro em caso de grande necessidade, principalmente para se deslocar para fora da cidade. Os bairros mais atingidos foram Fundação, Prosperidade, São José e Jardim São Caetano.

Em Mauá, no período de 24 horas foram registrados 169 mm de chuva, contra uma média histórica de 30 mm para a época. A prefeitura informa que houve deslizamentos no município e uma pessoa chegou a ficar soterrada, mas resgatada com sucesso.

Em Diadema houve des­lizamentos de terra sem vítimas, quedas de muros e árvores. Aulas foram suspensas em algumas escolas. Houve interdição de 12 casas/apartamentos em Núcleos Habitacionais, além de 85 famílias atingidas. Todas as interdições foram em propriedades particulares e, apesar de a prefeitura oferecer abrigo, as famílias preferiram ir pra casa de parentes. A administração disponibi­lizou col­chões e cestas básicas.

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