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Corinthians sofre, mas avança na Sul-Americana nos pênaltis

Corinthians sofre, mas avança na Sul-Americana
Cássio pegou dois pênaltis e foi o herói da classificação corintiana na Argentina. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

O Corinthians conseguiu uma vitória heroica para tirar a desconfiança com os altos e baixos na temporada. Diante do Racing, melhor time argentino do momento, o time comandado pelo técnico Fábio Carille venceu nos pênaltis por 5 a 4, em Avellaneda, a casa do rival. No tempo normal, o mesmo resultado do jogo de ida: 1 a 1. Na decisão, Cássio defendeu duas penalidades e foi o herói da classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana.

A decisão foi um confronto entre Arias, que havia feito duas grandes defesas na partida, e Cássio, que completou 395 jogos e igualou a marca de Gylmar dos Santos Neves como segundo goleiro de mais partidas com a camisa do Corinthians.

O jogo seguiu o mesmo roteiro do jogo de Itaquera: os argentinos saíram na frente e o time paulista conseguiu o empate no segundo tempo. Como mostrou em São Paulo, o Ra­cing sabe tratar a bola. Sempre começa com os zagueiros e passa pelos demais setores com rapidez. O time é dinâmico. Com esse mesmo ritmo ace­lerado, os atacantes começam a marcar a saída de bola do rival, mas o entrosamento ficou comprometido: a equipe teve oito mudanças em relação à vitória no clássico contra o Independiente, no último sábado. O time lidera o Argentino e só perdeu duas partidas em 20 jogos.

O Corinthians começou com problemas para se defender. Bloqueava o meio, mas os corredores permaneciam abertos, principalmente o lado esquerdo da defesa, onde Avelar sofria com Solari e Pillud.

As melhores chances foram do Racing. Apostando na ligação direta, o time brasileiro criou poucas oportunidades. Ficou pouco com a bola nos pés e sentiu falta de organização, com atuações apagadas de Pedrinho e Sornoza. Nos tiros de meta, a jogada era sempre a mesma: Cássio para Gustavo, que tenta a “casquinha” de cabeça.

No final do primeiro tempo, após cruzamento de Neri Cardozo, o Racing abriu o placar. Cristaldo, ex-Palmeiras, ganhou a disputa aérea de Fagner e cabeceou no canto. Festa absoluta no estádio El Cilindro.

Mesmo nesse caldeirão, o Corinthians conseguiu sua melhor chance dois minutos depois. Com ótima cobrança de falta, Sornoza exigiu defesa difícil do goleiro Arias.

No intervalo, Carille trocou Clayson, apagado, por Vagner Love. A postura da equipe também mudou. Com linhas mais adiantadas, o time conseguiu ficar mais a bola e forçou os argentinos ao erro. Após cobrança de escanteio, Love mostrou que tem estrela e conseguiu empatar com um belo voleio. Foi o primeiro gol do atacante em seu retorno ao Corinthians.

Os argentinos sentiram o empate emocionalmente. Fo­ram à frente de forma desorganizada e deram espaço. Em um contra-ataque quase perfeito, Gustavo deu passe para Vagner Love que, sozinho, finalizou para grande defesa de Arias.

O Corinthians melhorou no segundo tempo. Aguardar o rival e esperar o contragolpe foi a tática adotada por Carille. No final do jogo, o Racing voltou a apostar no jogo aéreo, mas a defesa do Corinthians resistiu.

Na decisão por pênaltis, Cássio mostrou por que é um dos maiores da história do clube.

 

RACING 1 (4) X 1 (5) CORINTHIANS

Gols: Cristaldo, aos 41 do 1º tempo. Vagner Love, aos 6 da 2ª etapa. Ár­bi­tro: Wilmar Roldán. Estádio: Presidente Perón (El Cilindro), em Avellaneda (Argentina), ontem à noite.

RACING

Arias; Pillud, Domínguez, Schlegel e Soto; López, Ojeda (Fernández), Cardozo e Solari; Ríos (Cvitanich) e Cristaldo. Técnico: Eduardo Coudet.

CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro (Matheus Vital), Pedrinho (Richard), Sornoza e Clayson (Vagner Love); Gustavo. Técnico: Fábio Carille.

 

 

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