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Toyota vai começar a produzir modelo ‘híbrido flex’ neste ano

Toyota vai começar a produzir modelo 'híbrido flex’ neste ano
Tecnologia desenvolvida por engenheiros do Brasil e do Japão vai permitir o uso de etanol ou gasolina no motor a combustão, que atuará em conjunto com o elétrico. Foto: Arquivo

A Toyota vai iniciar a produção do primeiro carro híbrido flex do mundo no último trimestre do ano. A tecnologia desenvolvida por engenheiros do Brasil e do Japão vai permitir o uso de etanol ou gasolina para o motor a combustão que atuará em conjunto com o motor elétrico. Embora a empresa não confirme oficialmente, o modelo que receberá a tecnologia exclusiva será o sedã Corolla produzido na fábrica de Indaiatuba (SP).

A montadora já fez testes no país com o importado híbrido Prius usando essa tecnologia, mas a produção desse modelo poderá ocorrer futuramente.

A unidade de Indaiatuba está recebendo aporte de R$ 1 bilhão para produzir a nova geração do Corolla, que terá versão híbrida. O projeto, anunciado em dezembro, foi confirmado nesta terça-feira (12) pelo presidente da Toyota América Latina, Steve St. Angelo. “Além do mercado interno, nossa intenção é exportar a tecnologia pois há outros países que usam etanol, como os Estados Unidos.”

A empresa também aguarda da matriz japonesa aval para produzir um utilitário-esportivo (SUV) de pequeno porte para competir no segmento que mais cresce em vendas no país e que concentra modelos como Jeep Renegade e Hyundai Creta.

Segundo fontes de mercado, é provável que o SUV será desenvolvido na plataforma do Yaris (hatch e sedã), produzido na unidade de Sorocaba (SP), juntamente com o compacto Etios. Nesse caso, a produção do derivado poderia ser agilizada se a empresa conseguisse receber do governo de São Paulo cerca de R$ 1 bilhão em créditos retidos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Vários empresas do setor automotivo aguardam esse crédito. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Estado tem retidos entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões das montadoras. O crédito é gerado porque o ICMS é pago na compra de autopeças usadas nos carros exportados que, por sua vez, são isentos do tributo.

“O dinheiro é nosso, não é do governo”, afirmou Megale. A General Motors é outra montadora que conta com esse crédito como parte de um plano para sair do prejuízo no país e anunciar novos investimentos.

MERCADO

A Toyota espera para este ano crescimento de 9,5% em suas vendas, abaixo do projetado para o mercado total de automóveis e comerciais leves, de 11,3%. Em 2018, a empresa vendeu 200,9 mil veículos – o melhor desempenho de sua história. O volume foi 5,4% superior ao do ano anterior, índice também inferior ao do mercado, que cresceu 13,8%. “Temos problemas de capacidade, pois estamos trabalhando no limite nas duas fábricas”, justifica Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

A produção deve crescer 7,6%, para 225 mil carros, dos quais 28% para exportação. A fábrica de Indaiatuba opera em dois turnos; a de Sorocaba e a de motores em Porto Feliz operam em três. O grupo tem quase 7 mil funcionários e “não demitiu ninguém durante a crise”, disse Chang.

 

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