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CUT e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reúnem com Mourão e criticam reforma

CUT e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reúnem com Mourão e criticam reforma
Wagnão e Freitas disseram ao vice-presidente que não aceitarão um reforma que retire direitos dos trabalhadores. Foto: Divulgação/CUT

Após serem recebidos pelo vice-presidente Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, os presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, criticaram o projeto de reforma da Previdência.

Freitas disse que vai realizar assembleia nacional, no próximo dia 20, a fim de organizar os trabalhadores para a “resistência” à reforma. O dirigente considera que o texto preliminar da proposta, revelado pelo Grupo Estado, retira direitos.

Em novembro, durante ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freitas disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com menos de 30% dos votos do povo brasileiro e que a CUT não o reconhecia como presidente da República. Um mês depois, voltou atrás e disse que Bolsonaro foi eleito por 57 milhões de pessoas e que a CUT procuraria o governo para negociar os interesses dos trabalhadores.

Nesta quinta-feira (7), segundo o presidente da CUT, Mourão evitou entrar no mérito dos termos da proposta de reforma da Previdência e sugeriu que o debate deve ser feito no Congresso. A reunião foi solicitada pela central e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Mourão estava interinamente na presidência, mas acabou adiada para esta semana.

A reunião teve como objetivo discutir a geração de empregos e denunciar a pressão das montadoras Ford e General Motors – que têm plantas no ABC – sobre os trabalhadores.  A Ford ameaça deixar São Bernardo e a GM diz que sairá do país se não voltar a ter lucro em 2019 após três anos de prejuízo.

“Viemos perguntar qual é, de fato, a proposta do governo. Toda vez tem uma notícia diferente. Se a proposta é de capitalização, não temos concordância sobre isso. Se é essa a proposta, tem de ser levada para ser discutida com a sociedade”, disse o presidente da CUT.

Wagnão entregou carta ao vice-presidente. “Elencamos os problemas e dissemos ao Mourão que o Brasil precisa ter indústria forte que gere empregos,  e de qualidade. Precisamos ter uma indústria que transforme, com novas tecnologias. Para isso, precisamos de incentivos, de um BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) fortalecido, de um sistema de qualificação dos trabalhadores que os prepare para um país competitivo”, disse.

Para Freitas, o regime de capitalização favorece o capital financeiro nacional e internacional e impede que o trabalhador receba aposentadoria e benefícios de assistência social. “Da forma que está sendo colocada, (a reforma) retira direitos.”

A capitalização é uma espécie de poupança que o trabalhador faz para garantir a aposentadoria no futuro – o dinheiro é investido individualmente. O modelo atual é o de repartição, no qual quem contribui paga os benefícios de quem já está aposentado.

 

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