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Pente-fino no INSS deve atingir mais de 2 milhões de benefícios, afirma secretário

Pente-fino no INSS deve atingir mais de  2 milhões de benefícios, afirma secretário
Marinho: medida atinge quem entrou e vai entrar no sistema. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O secretário especial de Pre­vidência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou ontem (9) que o pente-fino preparado pelo novo governo deve atingir mais de 2 milhões de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com indícios de ilicitude.

Na saída de reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro, Marinho disse que a medida provisória que revê regras previdenciárias atingirá pessoas que já participam e que estão entrando no sistema e que deve ser assinada até segunda-feira (14).

“Há mais de 2 milhões de benefícios que precisam ser auditados, porque têm algum indício de ilicitude. Não significa que sejam ilícitos. Por isso, há necessidade de se fazer uma espécie de mutirão para que ze­remos esse estoque”, disse.

O secretário afirmou ain­da que relatórios governamen­tais, convalidados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), demonstram incidência de 16% a 30% de fraudes no pagamento desses benefícios. Segundo Marinho, a economia que a medida pode trazer ainda não foi estimada pela equipe econômica.

Sem dar detalhes, o secretário disse ainda que a propos­ta fará alterações na legislação, com o objetivo de dar seguran­ça jurídica à iniciativa, e que haverá mudanças também no auxílio-reclusão, o que já havia sido prometido pelo presidente.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda dificultar o acesso à aposentadoria para quem tem de se afastar do tra­balho por motivo de saúde.

Está no radar um artigo para que o período de recebimento do auxílio-doença seja, na prática, descontado do tempo que se conta para ter direito a se aposentar.

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