Política-ABC, Regional, Sua região

Paulo Serra vai apresentar plano de ação para o Consórcio Intermunicipal do ABC

Paulo Serra é eleito novo presidente do Consórcio
Serra: “nosso objetivo é focar em projetos em que tenhamos uma capacidade de implementação maior”. Foto: Divulgação

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), assumiu nesta terça-feira (8) o Consórcio Intermunicipal ABC em meio à crise no órgão, com a saída de São Caetano, Rio Grande da Serra e Diadema.

Serra sucede  Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e terá como vice  Adler Teixeira, o Kiko (PSB), prefeito  de Ribeirão Pires. A reunião desta terça-feira contou com a presença da prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB).

Diadema foi a primeira cidade a deixar o colegiado. O prefeito Lauro Michels (PV) por diversas vezes questionou o retorno do recurso investido no consórcio. Rio Grande da Serra, quando do pedido de desligamento, afirmou que “entre as principais motivações do desligamento está o descumprimento pela atual gestão do Consórcio de seu princípio basilar, que é a regionalização das ações a serem desenvolvidas, bem como a inexistência de perspectiva futura de reversão do quadro atual.”

No ano passado, Paulo Serra já sinalizava a intenção de promover mudanças na entidade.  Nesta terça, ressaltou que pretende apresentar  plano de ação específico para o Consórcio, com ênfase em questões como combate às enchentes, saúde e mobilidade urbana. “São áreas que já geraram frutos concretos para a região e em que já existe uma integração mais adiantada entre as cidades. Por isso, nosso objetivo é focar em projetos em que tenhamos uma capacidade de implementação maior”, pontuou.

“Temos pendências possíveis de serem tiradas do papel em parceria com novo governador (João Doria/PSDB) e com o novo presidente da República (Jair Bolsonaro). O Consórcio terá o papel de levar demandas regionais especialmente destas três áreas adiante”, destacou.

ANTECESSOR

Serra parabenizou o antecessor pelos dois últimos anos à frente do colegiado. “O prefeito Orlando Morando deixa uma entidade completamente saneada, graças a uma gestão que foi eficiente e extremamente responsável do ponto de vista do dinheiro público, principalmente na questão da redução de custos. O Consórcio passou a ser efetivamente um órgão adequado às novas realidades financeiras das prefeituras da região”, afirmou.

Morando ressaltou que assumiu a responsabilidade de manter a instituição funcionando mesmo com a diminuição de um terço da sua receita. “Reduzimos o repasse dos municípios para o Consórcio de 0,50% da receita ordinária líquida para 0,25%, em 2017, e para 0,17%, desde o ano passado. Toda esta economia, sem ter que mudar a estrutura da entidade, foi indiscutivelmente o melhor efeito de gestão”, disse.

 

Deixe seu comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*