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Tarifas do metrô e da CPTM sobem de R$ 4 para R$ 4,30; integração será de R$ 7,48

O governo do estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (3) que as passagens de trens e metrô passarão dos atuais R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 13 de janeiro.

O reajuste de 7,5% ficará acima da inflação acumulada desde a data do último aumento, em janeiro de 2018, quando a passagem subiu de R$ 3,80 para R$ 4.

A tarifa integrada dos trens do Metrô e da CPTM com os ônibus que circulam na capital também sofreu reajuste. O valor do bilhete subiu dos atuais R$ 6,96 para R$ 7,48.

Na capital, o prefeito Bruno Covas anunciou aumento da passagem de ônibus de R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 7 de janeiro, também acima da inflação. A Prefeitura de São Paulo argumenta que se trata de uma reposição das perdas dos últimos três anos, uma vez que em 2016 e 2017 não houve reajuste.

A inflação oficial pelo IPCA acumulada em 2018 é de 3,59%. Se aplicada, significaria uma passagem próxima de R$ 4,15.

A gestão Márcio França (PSB), que acabou no dia 31, não anunciou a elevação da tarifa unitária dos trens e metrô, que atualmente também é de R$ 4 e vinha seguindo patamar semelhante ao do ônibus. Em anos anteriores, prefeitura e estado fizeram anúncios conjuntos.

Nesta quarta-feira (2), Doria criticou a atitude de França ao dizer que “faltou coragem” ao antecessor para “fazer o que outros governadores fizeram mesmo em final de mandato”.

À reportagem França diz que “houve divergência em relação ao novo valor da tarifa” e que os secretários que trabalhavam em sua gestão queriam “o reajuste até o máximo da inflação, arredondada para baixo, como sempre fez o [ex-governador Geraldo] Alckmin”.

Os reajustes dos valores das passagens do transporte público em São Paulo viraram tabu após os protestos contra a alta em 2013. Na época, o valor iria de R$ 3 para R$ 3,20, mas, após o desgaste sofrido pelo então prefeito Fernando Haddad (PT) e o à época governador Geraldo Alckmin (PSDB) com as manifestações, as tarifas ficaram congeladas.

Depois disso, os últimos aumentos de ônibus, trem e metrô ficaram abaixo da inflação – enquanto os três reajustes anteriores a 2013 tinham superado a inflação acumulada.

Quando prefeito, Doria ainda transformou o congelamento da passagem em promessa eleitoral e, por isso, a tarifa permaneceu a mesma não só em 2016 como também em 2017. Com isso, o ex-governador Alckmin acabou sendo levado a fazer o mesmo, para não arcar sozinho com o ônus do aumento.

O principal argumento utilizado para justificar o aumento é o subsídio do serviço. Em 2016, o estado de São Paulo gastava R$ 987,6 milhões no subsídio à CPTM. Em 2017 esse valor chegou a R$ 1,141 bilhão.
Em 2016, os repasses para custeio de gratuidade e meia-tarifa no metrô ficaram em quase R$ 610 milhões. Em 2017, passaram para R$ 794,89 milhões.

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