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Doria dá primeira entrevista com bronca e seleção de perguntas

Doria dá primeira entrevista com bronca e seleção de perguntas
Doria e secretários fizeram balanço das principais áreas. Foto: Governo do Estado de São Paulo

A primeira entrevista coletiva de João Doria (PSDB) no cargo de governador, nesta quarta-feira (2), teve bronca na equipe de som, escolha dos veículos de imprensa que poderiam fazer perguntas e fortes críticas à herança deixada por Márcio França (PSB).

Doria e os secretários fi­zeram um balanço da situação encontrada nas principais áreas do governo. Uma das críticas mais pesadas de tucano em relação à França foi sobre o fato de ele ter saído do governo sem resolver a questão do reajuste da tarifa de transporte público, geralmente anunciado em conjunto pelo governo estadual (responsável por trens e metrô) e a Prefeitura de São Paulo (que cuida dos ônibus).

“Não faltou presteza do (prefeito) Bruno Covas ou do governo de transição. Faltou foi coragem do ex-governador Márcio França de fazer o que outros governadores fizeram mesmo em final de mandato”, disse Doria. Na semana passada, Covas anunciou sozinho o reajuste de R$ 4 para R$ 4,30. Doria afirmou que ainda hoje (3) o assunto será resolvido.
Além desse ponto, segundo Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, o início do ano letivo da rede paulista de ensino terá “prejuízo gigantesco”, porque a gestão ante­rior não assinou contratos para aquisição de parte do material didático e também do material de apoio pedagógico. Rossieli também citou lacuna de 8.500 professores na rede e queda nos indicadores nos últimos anos.

PERGUNTAS

Durante a entrevista, Doria manteve a regra que estabeleceu ainda na Prefeitura de São Paulo de permitir somente cinco perguntas, mas, desta vez, sem respeitar a ordem de inscrição. O tucano escolheu os jornalistas que poderiam perguntar a partir de uma lista maior. A Folha de S.Paulo, por exemplo, fez uma pergunta, mas jornalistas dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, que estavam ao lado do repórter e foram ins­critos antes, não puderam questionar o governador. A situação ocorreu com outros jornalistas. A entrevista coletiva terminou com Doria se negando a responder perguntas adicionais, em meio a reclamações de repórteres.

Sobre Geraldo Alckmin (PSDB), Doria negou que tenha dirigido críticas a ele em seu discurso de posse nesta terça-feira (1º) quando disse que o Palácio dos Bandeirantes passaria a ser lugar de “trabalho”, e não mais de “romaria de prefeitos” e “cafezinhos”.

Doria disse que recebeu telefonema de Alckmin no dia da posse e justificou a ausência do presidente do PSDB ao dizer que o dia primeiro, às 9h, é um dia “muito inconveniente” e que Alckmin estava com a família.

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