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Madri espera receber até 500 torcedores violentos em decisão

Madri espera receber até 500 torcedores violentos em decisão
Jogadores do Boca Juniors treinam em Madri antes da final. Foto: Divulgação/Conmebol

A proximidade da decisão da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors, marcada para amanhã (9) no estádio Santiago Bernabéu, aumenta o alerta das autoridades de Madri, na Espanha.

De posse de uma lista de tor­cedores considerados violentos, a polícia local está preparada para receber entre 400 e 500 integrantes deste grupo, segundo informações da própria organização.

Em declarações concedidas ontem à rádio Cadena SER, José Manuel Rodríguez Uribes, delegado do governo da Comunidade de Madri, revelou o resultado final do estudo feito pela segurança da capital espanhola.

“Estamos esperando entre 400 e 500 torcedores deste grupo. Sabemos que muitos têm antecedentes criminais, mas confiamos no nosso plano de organização”, afirmou Uribes, confiante em uma final sem incidentes. O jogo está marcado para as 17h30 (de Brasília).

Para reforçar a confiança na estratégia de Madri, Uribes reiterou o caso ocorrido na quinta-feira, quando Maxi Mazzarro, número 2 da barra brava La 12, foi deportado de volta para Buenos Aires, poucas horas depois de chegar à capital espanhola.

O passado violento de Maz­zarro e os antecedentes criminais, devidamente registrados no relatório de Madri, pesaram para a decisão.
Outro torcedor do Boca acompanhado de perto pelas autoridades é Rafa Di Zeo, chefe da La 12 e que ganhou autorização da Justiça argentina para assistir ao duelo final da Copa Libertadores.

A decisão do principal torneio sul-americano será realizada na Espanha como consequência de um episódio violento: o ataque de torcedores ao ônibus do Boca no último dia 24, nos arredores do Monumental de Nuñez, estádio do River Plate, antes do segundo jogo da decisão.

O duelo de ida, disputa­do na Bombonera, terminou empatado por 2 a 2.
Para Rodolfo D’Onofrio, o próprio presidente do River Plate, independentemente de quem ficar com o título, o clássico entra para a história como uma grande vergonha para o futebol argentino.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, o dirigente disse que o sistema de segurança da Argentina fracassou ao tentar garantir a realização da partida no Monumental de Nuñez.

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